Causo publicado na edição de maio de 1998 do Jornal de Itaipu e de autoria da redação.
Circula entre a turma de Itaipu que gosta de pescar um “alerta” que vale por um causo.
Confira o que diz o folheto apócrifo, mas nem por isso menos verdadeiro:
“Muito cuidado ao convidar um amigo para uma pescaria. Escolha bem seu companheiro de pesca, porque se você não tomar cuidado acabará levando um `mala’.
Saiba quem é o ‘mala’:
– Geralmente, não possui barco e muitas vezes nem carro;
– Não tem material de pesca, e se tem não leva;
– Na hora de pagar as despesas, sempre afirma: esqueci o dinheiro e o talão de cheques em casa;
– Nunca leva comida e nem cerveja, mas na hora do lanche é sempre quem come e bebe mais;
– Quando vai arremessar, quase vira o barco, sem contar o risco de um colega levar uma chumbada nas costas ou ter um anzol cravado no boné;
– Quando manuseia o material de pesca, faz tanto barulho, que num raio de dois quilômetros qualquer ser vivo escuta;
– Ao sentir uma beliscadinha na vara, sua fisgada é tão forte, que vira de ponta-cabeça no barco (isso quando não arranca a cabeça do peixe);
– Fala alto e não deixa ninguém falar. Ele é o ‘bom da boca’, sabe de tudo, sobre os melhores pesqueiros, a melhor maré, a hora do peixe, a melhor isca…
– Entra no barco com os sapatos sujos de barro e limpa-os no estrado;
– Na viagem de retorno da pescaria, dorme e baba no estofamento do carro, sem contar os gases, que atribui aos sanduíches que comeu de graça;
– Quando chega em casa, separa a maior quantidade e os maiores peixes e ainda reclama que vai ter que limpá-los;
– Bate em nossas costas e pergunta: Quando iremos pescar de novo, compadre?.
Para completar, depois da pescaria, se reúne no bar com os amigos e se gaba que nos levou para pescar, nos ensinou a arte da pesca e pegou o maior peixe.
Amigo pescador, cuidado com o ‘mala”.









