
No dia 11 de setembro deste ano, o general Silva e Luna, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, determinou que, no prazo de três meses, a contar a partir daquela data, todas as diretorias brasileiras da usina devem publicar, na página da empresa na internet, todas as informações sobre a usina, salvo algumas exceções.
O documento ordenando o acesso à informações pela população brasileira tem nove páginas e lista quais as informações deverão ser disponibilizadas, independentemente de solicitações.
Porém, quem quiser alguma informação das gestões anteriores da usina, deverá acionar a ouvidoria da empresa, conforme o texto abaixo.

Segundo a determinação do general Silva e Luna, “os diretores, gerentes e demais empregados da Itaipu (margem brasileira) devem possibilitar às pessoas naturais ou jurídicas o acesso à informação por meios objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão”.
Com isso, será possível obter, na ouvidora, respostas para várias perguntas como, por exemplo:
1-) Quais são os contratos e acordos milionários assinados pela empresa?
2-) Quanto, realmente, custaram as unidades geradoras 9A e 18A e se foi paga a multa por uma delas estar com defeito de fabricação?
3-) Quais são os valores das assessorias contratadas pela empresa e o motivo?
4-) Quantos aditivos foram feitos para a construção do linhão entre Foz e Assunção?
5-) Quanto foi gasto com passagens aéreas e diárias anualmente pela empresa?
6-) Quanto a empresa gastou com a imprensa?
7-) Quanto a Itaipu gastou em assessorias internacionais com o Programa Cultivando Água Boa?
E por aí vai.
Na verdade, essa determinação pode deixar muita gente com a pulga atrás da orelha, pois, enfim, a “caixa-preta” da Itaipu pode ser aberta, mas é preciso saber, antes, que documentos solicitar.

Texto atualizado às 17h32.








