O Brasil despencou dez posições e alcançou o 104º lugar entre 180 países no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2023, divulgado pela ONG Transparência Internacional nesta terça-feira (30). A pontuação brasileira diminuiu de 38 para 36 pontos e colocou o país no mesmo patamar de Argélia, Sérvia e Ucrânia – que está em guerra.
Enquanto a média global permaneceu estagnada em 43 pontos pelo 12º ano consecutivo, o relatório aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem falhando na tentativa de reconstruir o que, segundo a narrativa de esquerda, foi desmantelado pela gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Entre os pontos analisados pela Transparência Internacional estão:
- a “degradação das instituições”;
- a indicação do advogado pessoal de Lula, Cristiano Zanin, para o Supremo Tribunal Federal (STF);
- a escolha de Paulo Gonet Branco para o cargo de procurador-geral da República (PGR) fora da listra tríplice do Ministério Público Federal;
- as “emendas de relator” no Congresso;
- o aumento do fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões neste ano, entre outros.
O relatório aponta que “já há sinais de piora nos termos atuais de barganha entre governo federal e Congresso, com a reintrodução de outra grande moeda de troca política: o loteamento das estatais.
Os efeitos já começaram a ser sentidos na principal empresa brasileira e foco de macro esquemas de corrupção, a Petrobras, com afrouxamento de regras de blindagem política no estatuto da companhia e nomeações de gestores atropelando vetos do departamento de compliance, inclusive indivíduos investigados por corrupção” (veja na íntegra).
Com informações da Gazeta do Povo









