Com a tarifa da Itaipu Binacional mantida em US$ 17,66 por quilowatt/mês mesmo após o fim da dívida da usina, brasileiros seguem pagando mais caro pela energia — enquanto o Paraguai investe pesado em infraestrutura com recursos da binacional.
O dinheiro da tarifa financiou o “Plano 1000”, programa do governo paraguaio que já concluiu cerca de 58% das obras previstas em todo o país. O projeto prevê a pavimentação de mil quilômetros de estradas urbanas e rurais nos 17 departamentos paraguaios.
A iniciativa já alcança quase 70% dos 263 distritos do Paraguai. No departamento de Alto Paraná, região de fronteira com Foz do Iguaçu, as obras chegaram a todos os 22 distritos e o avanço ultrapassa 85%.
Além das obras viárias, o programa também impulsionou a geração de empregos. Segundo dados oficiais, cerca de 3,4 mil pessoas trabalham diretamente nos projetos, entre pavimentação asfáltica e colocação de paralelepípedos.
Especialistas lembram que, após a quitação da dívida de construção da Itaipu em 2023, o custo da energia deveria cair para algo entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês, refletindo apenas despesas operacionais e de manutenção. Na prática, porém, a tarifa permaneceu elevada para os consumidores brasileiros.









