Satélites e drones desvendam nova estratégia de caçadores no Parque Nacional do Iguaçu

Somente no primeiro semestre de 2026, foram registradas 122 ocorrências de crimes ambientais, incluindo caça, pesca ilegal e extração de palmito

Ilustração: ICMBios

A tecnologia está mudando o combate à caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu. Com o uso de satélites, drones, GPS e plataformas de inteligência ambiental, o ICMBio identificou que os criminosos mudaram de estratégia e passaram a agir principalmente nas áreas próximas aos limites da unidade de conservação.

Os sistemas de monitoramento, como EarthRanger e SMART, permitem acompanhar em tempo real as patrulhas, mapear rotas, identificar pontos de maior risco e direcionar as operações de fiscalização.

Nos últimos quatro anos, a força-tarefa formada por ICMBio e órgãos de segurança localizou 102 acampamentos clandestinos, prendeu 104 pessoas em flagrante e destruiu 1.483 estruturas usadas por caçadores. Entre 2025 e 2026, também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.

Somente no primeiro semestre de 2026, foram registradas 122 ocorrências de crimes ambientais, incluindo caça, pesca ilegal e extração de palmito. O monitoramento deve ficar ainda mais eficiente com a chegada de câmeras inteligentes e drones de maior alcance.

A caça ilegal ameaça espécies como anta, paca, veado-mateiro, porco-do-mato, jacutinga e mutum, fundamentais para o equilíbrio da Mata Atlântica e para a sobrevivência de predadores como a onça-pintada.

Resultados do combate à caça ilegal:

  • 🛰️ Monitoramento com satélites, drones, GPS, EarthRanger e SMART;
  • 🌳 185 mil hectares de área protegida;
  • ⛺ 102 acampamentos clandestinos encontrados;
  • 👮 104 pessoas presas em flagrante;
  • 🚫 1.483 estruturas de caça destruídas;
  • 📄 17 mandados de busca e apreensão cumpridos entre 2025 e 2026;
  • 📊 122 ocorrências de crimes ambientais registradas no 1º semestre de 2026.
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