Aonde, e como, esse dinheiro vai ser gasto, especificamente, só o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, e seu estafe sabem, mas ontem (15) os cofres do município receberam um aporte de R$ 12 milhões de royalties da Itaipu, referentes à parcela de fevereiro dos royalties de Itaipu.
Ao todo, só este ano, o município já recebeu R$ 23, 4 milhões de royalties da hidrelétrica. Em 2023, esses repasses somaram R$ 128 milhões.
Portanto, com esse privilégio proporcionado pela usina, Foz do Iguaçu deveria ser um brinco de cidade.
Mas a realidade é completamente diferente, segundo mostra um estudo do professor e matemático Carlos Kossar
Ele revela que, mesmo sendo o município que tem o maior PIB entre as maiores cidades da região, graças a esses repasses da Itaipu, esse dinheiro não se reverte em serviços para a população, pois há 24 anos a economia de Foz do Iguaçu está estagnada.
Traduzindo: a população não tem direito de saber, especificamente, aonde vai, e foi, parar essa dinheirama e, muito menos, opinar onde aplicá-la. Quem decide é o prefeito e seu primeiro escalão.
Pior: essa falta de transparência tem a conivência de quem deveria exigi-la: os vereadores de Foz do Iguaçu. Mas, como a maioria deles faz parte da bancada de apoio ao prefeito, a bancada “Amém, Chico!”, o Legislativo local se tornou uma marionete de Chico Brasileiro, pois só tem quatro vereadores de oposição, dos 15 atuais.
Veja o que Kossar revela.
“Os valores do comparativo entre Foz do Iguaçu e seus vizinhos (Cascavel, Toledo e Medianeira) em relação à produção de bens e serviços demonstram que os repasses da Itaipu Binacional inflam o PIB do município, tornando-o seu valor irreal perante a realidade socioeconômica do município.
Os dados mostram a fragilidade da matriz econômica de Foz, que, baseada no Turismo e culto à grandiosidade de Itaipu, não consegue estancar o êxodo da população em idade ativa e o aumento da pobreza em suas periferias.
No período do ano 2000 até os dias atuais (2024) a cidade ficou estagnada, perdendo mais de 50 mil habitantes em idade ativa, e a economia ficou refém do turismo e da informalidade de baixa qualificação profissional.
Foi o período um estagnação.
Nos dias atuais, a economia de Foz depende do desenvolvimento que esta ocorrendo do outro lado da Fronteira (Paraguai) e do turismo de feriadões”.









