Durante a LXVIII Cúpula do Mercosul, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que a Ponte da Integração, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, ainda não cumpre plenamente seu papel por causa das dificuldades na abertura efetiva da fronteira.
Ao defender maior integração entre os países do Mercosul, Peña afirmou que colocar a ponte em funcionamento foi “mais difícil do que abrir o Estreito de Ormuz”, em uma crítica direta à burocracia e aos entraves para a circulação entre Brasil e Paraguai.
“É uma bela realidade, mas abrir suas fronteiras foi ainda mais difícil do que abrir o Estreito de Ormuz”, declarou, olhando para Lula durante o discurso.
Segundo o presidente paraguaio, a Ponte da Integração só cumprirá sua missão quando os controles migratórios e aduaneiros forem simplificados, reduzindo as longas filas e facilitando o comércio e o deslocamento diário de moradores da fronteira.
Peña também defendeu que o sucesso do Mercosul deve ser medido pela melhoria da vida da população, especialmente das famílias que cruzam a fronteira, e citou o ex-presidente paraguaio Manuel Gondra ao afirmar que “os fortes devem ser sempre justos”.
A declaração ocorreu diante dos chefes de Estado do Mercosul e reforça a pressão para que a Ponte da Integração, considerada estratégica para Foz do Iguaçu, entre em operação com maior agilidade e cumpra seu objetivo de ampliar a integração entre Brasil e Paraguai.









