O governo do Paraguai anunciou a retomada do programa “Céu Soberano Guarani”, uma nova ofensiva contra o narcotráfico aéreo na região de fronteira. O decreto foi assinado pelo presidente Santiago Peña e prevê integração entre forças de segurança para interceptar voos clandestinos usados pelo crime organizado.
A estratégia inclui o uso de novos radares e das aeronaves Super Tucano para monitorar e interceptar aviões suspeitos que cruzam o espaço aéreo paraguaio.
Segundo o comandante da Força Aérea Paraguaia, Julio Fullaondo, o objetivo é agir rapidamente não apenas no ar, mas também em terra, para prender pilotos e operadores ligados ao tráfico internacional de drogas.
O programa havia funcionado entre 2015 e 2019, mas agora retorna com reforço tecnológico e maior integração entre Polícia Nacional, Ministério Público, Secretaria Nacional Antidrogas e Forças Armadas.
O ministro do Interior, Enrique Riera, afirmou que o novo decreto cria uma força conjunta permanente para combater o narcotráfico, o crime organizado transnacional e outros delitos ligados aos voos ilegais.
Já o ministro da Defesa, Oscar González, classificou a medida como um “recado direto” às organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
O Paraguai também reforçou acordos de cooperação com Brasil, Argentina e Bolívia para troca de informações e vigilância conjunta do espaço aéreo.
Representando os Estados Unidos, o diplomata Robert Alter afirmou que o país seguirá apoiando o Paraguai no combate ao crime organizado e ao narcotráfico internacional.



