O que está por trás da pressão para abrir a Ponte da Integração em Foz e Ciudad del Este

A situação se agravou nos últimos feriados, quando filas de veículos chegaram a quase cinco quilômetros

Foto: Agência IP

O comércio em Ciudad del Este vive um dos melhores momentos dos últimos anos, mas o trânsito na fronteira virou um grande problema. Empresários paraguaios pediram ao presidente Santiago Peña a abertura total da Ponte da Integração até julho de 2026 para desafogar a Ponte da Amizade.

Hoje, a maior parte do fluxo entre Paraguai e Brasil continua concentrada na Ponte da Amizade, causando filas de até quatro horas. Enquanto isso, a Ponte da Integração opera apenas parcialmente, liberada principalmente para caminhões vazios e alguns veículos turísticos.

Por trás do pedido está o forte crescimento econômico da fronteira. Segundo empresários do setor, mais de 3 mil caminhões circulam diariamente pela região, impulsionados pelas exportações, indústrias maquiladoras e pelo aumento das compras de brasileiros em Ciudad del Este.

A situação se agravou nos últimos feriados, quando filas de veículos chegaram a quase cinco quilômetros. Além do turismo de compras, o congestionamento também aumenta os custos logísticos, já que caminhões ficam horas — e até dias — parados em portos secos aguardando liberação.

A proposta do setor privado é transferir o transporte pesado para a Ponte da Integração e deixar a Ponte da Amizade focada em carros, motos, ônibus de turismo e trânsito local.

Empresários afirmam que a mudança reduziria filas, melhoraria a logística e impulsionaria ainda mais a economia da região trinacional entre Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Presidente Franco.

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