A morte de Miguelina Pedroso dos Santos, de 58 anos, reacendeu o debate sobre a proteção às pessoas em situação de rua em Foz do Iguaçu.
Ela morreu na quinta-feira (9), vítima de uma violenta agressão registrada em uma construção abandonada na Avenida República Argentina, em Foz do Iguaçu.
Segundo a Prefeitura, ela era acompanhada pela rede municipal e recebeu 27 atendimentos, com ofertas de acolhimento, acompanhamento especializado e tentativas de reaproximação familiar.
O município informou que Miguelina chegou a permanecer em abrigo, mas o histórico registra recusas, evasões e desligamentos voluntários, realidade frequente no atendimento a essa população. Ela também era acompanhada pelo Consultório na Rua, serviço da Secretaria Municipal de Saúde.
O caso ocorre em um cenário de crescimento da população em situação de rua no Brasil. Dados do CadÚnico apontam que o número de pessoas nessa condição passou de 198,7 mil para 392,4 mil em pouco mais de três anos, alta de 97,4%.
Após a morte de Miguelina, a Prefeitura informou que reforçou os protocolos e as ações integradas entre Assistência Social, Saúde e Segurança Pública para ampliar a proteção da população em situação de vulnerabilidade.



