A retirada de ostras para consumo humano está temporariamente suspensa em áreas de cultivo de Guaratuba, no litoral do Paraná, após análises identificarem toxinas acima do limite permitido. O alerta é da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
O risco está relacionado às ficotoxinas do grupo do ácido okadaico, produzidas por microalgas do gênero Dinophysis. Essas substâncias podem se acumular em ostras, mexilhões e outros moluscos que filtram a água para se alimentar, sem necessariamente alterar a aparência, o cheiro ou o sabor dos animais.
A ingestão de moluscos contaminados pode causar intoxicação alimentar, principalmente com diarreia intensa, náuseas, vômitos e dores abdominais. Os sintomas podem surgir poucas horas após o consumo. Em casos mais intensos, a perda de líquidos pode provocar desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas vulneráveis.
Um dos problemas é que cozinhar, congelar ou preparar os moluscos com limão não garante a eliminação da toxina. Por isso, a segurança depende do controle sanitário da produção e da procedência do alimento.
A recomendação é evitar ostras e outros moluscos provenientes das áreas interditadas e não consumir produtos de origem desconhecida ou comercializados clandestinamente. A restrição em Guaratuba continuará até que novas análises confirmem condições seguras para a retomada da atividade, informou a Adapar.
