O dinheiro da Itaipu paraguaia também aparece na crise do Ueno Bank.
Além de depósitos médios de quase US$ 50 milhões da margem paraguaia da binacional, o fundo de aposentadoria dos funcionários tinha G. 100,69 bilhões (US$ 15,76 milhões) aplicados na instituição financeira, que teve as operações suspensas pelo Banco Central do Paraguai.
O valor do fundo previdenciário aparece em uma tabela de grandes depositantes divulgada pelo Paraná Medios. A Caixa Paraguaia de Aposentadorias e Pensões do Pessoal de Itaipu (Cajubi) ocupa a quinta posição na relação, com G. 100.691.970.000 em Certificados de Depósito de Ahorro (CDA).
Já os quase US$ 50 milhões correspondem à média histórica dos depósitos da margem paraguaia de Itaipu no Ueno, conforme levantamento divulgado pela própria binacional em outubro.
A situação ganhou dimensão política.
Parlamentares da oposição ampliaram uma denúncia contra o presidente Santiago Peña e querem investigar instituições públicas que mantinham recursos no banco.
Além de Itaipu, aparecem na relação Yacyretá e o Instituto de Previdência Social (IPS).
Os opositores querem saber quem autorizou as aplicações e quais critérios foram utilizados para escolher a instituição financeira.
Enquanto isso, a Cajubi informou, no dia 3 de novembro, que os pagamentos de aposentadorias e pensões continuarão normalmente. O Banco Central iniciou o processo de resolução do Ueno em 2 de novembro, após constatar que o índice de solvência estava abaixo do mínimo exigido.
Os valores apresentados não significam que todo o dinheiro esteja bloqueado.
Os quase US$ 50 milhões são uma média histórica dos depósitos da binacional, enquanto os US$ 15,76 milhões correspondem ao saldo indicado na tabela para a Cajubi.










