As delegações do Paraguai, Bolívia, Brasil e Uruguai concordaram que a documentação apresentada pela delegação da Argentina não demonstrou os serviços realmente prestados para uma navegação segura que justificassem a cobrança de pedágio pelo Rio Paraná.
O debate foi realizado em Buenos Aires, por ocasião da LIX Reunião da Comissão do Convênio que reuniu delegações desses países.
Vale ressaltar que, em 2022, a Argentina impôs um pedágio de 1,47 dólares por tonelada de produto transportado pelo Rio Paraná, no trecho compreendido entre o porto de Santa Fé e a confluência dos rios Paraná e Paraguai (veja aqui), violando o Tratado do Mercosul, assinado em 1992 com o Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai.
Como 98% do trânsito de cargas por esse trecho é feito por embarcações paraguaias, para escoar as safras de grãos do país, o Paraguai já pagou 5 milhões de dólares aos argentinos, até agora.
A delegação argentina admitiu que a taxa de pedágio não corresponde às intervenções de dragagem e a justificou em razão dos serviços de sinalização, classificado como ineficiente pelas delegações participantes da reunião.
Com informações Agência IP









