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Ataques de piranhas chegam a 194 nas praias do Lago de Itaipu e especialista explica como evitá-los

Ocorrências aumentaram de 2 para 194 em um ano no Oeste do Paraná.

Por Vinícius Ferreira
2 fevereiro, 2026
| 3 minutos de leitura |
1º Tenente Rafael Arantes. Foto: captura de vídeo

1º Tenente Rafael Arantes. Foto: captura de vídeo

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O verão 2025/2026 tem sido marcado por um aumento expressivo de ataques de piranhas nas praias do Lago de Itaipu, no Oeste do Paraná.

Um levantamento do 9º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Foz do Iguaçu, aponta que 194 ocorrências já foram registradas na temporada, um salto considerável em comparação com o verão anterior, quando houve apenas dois casos.

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Os números foram apresentados pelo 1º tenente Rafael Arantes, coordenador da Operação Verão Costa Extremo Oeste, durante entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura.


Santa Helena Nova concentra maioria dos ataques no Lago de Itaipu

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maior parte dos casos está concentrada em Santa Helena Nova, com 129 ataques confirmados.

Em seguida aparecem:

  • Itaipulândia – 42 ocorrências

  • São Miguel do Iguaçu – 6 casos, mesmo com cercamento metálico instalado na área de banho


Especialista explica: ataques ocorrem por proteção dos filhotes

O pesquisador Domingo Rodriguez Fernandez, especialista na área, explica que as piranhas pertencem ao gênero Serrasalmus e que há duas espécies com ocorrência natural no Reservatório de Itaipu.

Ele destaca que esses peixes não são migradores, mas apresentam cuidado parental, protegendo a prole (alevinos) contra qualquer ameaça.

“Elas escondem os alevinos nas florestas de macrófitas (plantas aquáticas) e junto a troncos e galhos submersos”, explica.

Por isso, praias arenosas com grande presença de macrófitas próximas ou dentro da área de banho aumentam a chance de acidentes.


Como evitar ataques de piranhas nas praias do Lago de Itaipu

Domingo Rodriguez afirma que a medida mais eficiente é a remoção preventiva das macrófitas submersas, especialmente nas áreas utilizadas por banhistas.

“Em geral, o ataque ocorre quando o banhista se aproxima sem perceber do cardume de alevinos, que está sendo vigiado pelo casal de piranhas, resultando em uma mordida ‘de avião’.”

Segundo ele, era comum que as prefeituras contratassem pescadores artesanais para retirar as plantas aquáticas com ancinhos e braços de coleta, reduzindo os riscos.

Limpeza preventiva é mais eficaz do que cercas metálicas

O pesquisador alerta que o cercamento metálico não resolve totalmente:

“Mesmo cercados metálicos não impedem que exemplares entrem quando jovens, cresçam e se reproduzam dentro do cercado, agravando a situação.”

Com a retirada das macrófitas, os alevinos ficam expostos e os pais tendem a conduzir o cardume para locais mais protegidos e afastados das áreas de banho.


Quem é Domingo Rodriguez Fernandez

Domingo Rodriguez Fernandez é especialista em ecossistemas aquáticos e possui ampla experiência na área:

  • Medicina Veterinária – UFPR Curitiba (1983)

  • Mestrado em Ciências da Pesca – Universidade de Nagasaki (Japão, 1987)

  • Curso Intensivo de Aquicultura – Universidade de Auburn (EUA, 1988)

  • Doutorado em Zoologia – UFPR Curitiba (2000)

  • Médico Veterinário Sênior da Divisão de Ecossistemas Aquáticos da Itaipu Binacional (1987–2015)

  • Atualmente é responsável técnico por peixes de água doce do Aquário de Foz do Iguaçu

Tags: Últimas Notícias
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