Cerca de 860 mil famílias paraguaias podem economizar ao substituir o gás de cozinha por fogões elétricos ou de indução. A economia anual estimada chega a ₲ 1.223.371 (cerca de R$ 1.154) para beneficiários da Tarifa Social e a ₲ 826.980 (aproximadamente R$ 780) para consumidores com tarifa convencional.
A proposta foi elaborada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, com participação da ANDE e apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo é aproveitar a eletricidade renovável produzida no país, reduzir a dependência do gás importado e diminuir as emissões de poluentes.
Segundo o Censo de 2022, 49% dos domicílios paraguaios utilizam gás para cozinhar, enquanto 23% usam lenha e 20% recorrem à eletricidade.
A implantação será gradual, ao longo de 46 meses, começando pela região metropolitana de Assunção e avançando para outros departamentos, incluindo Alto Paraná, onde fica Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu.
Para facilitar a troca dos equipamentos, o plano prevê estudar financiamentos com juros baixos, parcelamento na conta de energia e incentivos para a substituição de fogões e botijões.
A estratégia busca ampliar o uso da eletricidade produzida no Paraguai e reduzir os gastos das famílias com o preparo dos alimentos.









