A cada jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, a Usina de Itaipu precisa ajustar rapidamente sua geração de energia para acompanhar o chamado “efeito torcida”. O comportamento dos torcedores altera o consumo de eletricidade em todo o país: a demanda cai antes da bola rolar, dispara no intervalo, diminui novamente no segundo tempo e volta a crescer logo após o apito final.
Para garantir a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), a Itaipu participa de uma operação especial coordenada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), monitorando o consumo desde duas horas antes até duas horas depois de cada partida do Brasil.
Na estreia contra o Marrocos, a usina reduziu em 7% o fornecimento ao país na hora anterior ao jogo. Após o apito final, o consumo voltou a crescer rapidamente, com recuperação de 4.307 MW em apenas 21 minutos.
Contra o Haiti, o impacto foi ainda maior: a geração destinada ao Brasil caiu 17% antes da partida e, apenas 14 minutos após o fim do confronto, a usina aumentou em 7% sua produção para atender à retomada do consumo.
Segundo a Itaipu, a usina está preparada para responder em poucos minutos às bruscas variações provocadas pelo “efeito torcida”. No Paraguai, o fenômeno também ocorre, mas com impacto bem menor devido ao menor consumo de energia do país.









