Você sabia! Curiosidades
*Por Carlos Galetti
Inicialmente, lembremos que o Rio de Janeiro foi capital da República. Que em 1808 a Família Real veio para a capital, pois Portugal estava sendo ameaçada por Napoleão/França, através do Bloqueio Continental.
Diante das ameaças, Portugal começa o grande negócio com a Inglaterra, conseguindo a proteção e, em pagamento, explorava a nova terra, para pagar seu salvador. Aí já se iniciava a dívida externa brasileira.
O Rio de Janeiro, por ser sede administrativa e política, situou em nossas terras os vários segmentos para atender à Corte que agora vivia em nosso Brasil, terra descoberta e colônia.
No reinado de DOM PEDRO, a região de Jacarepaguá, distrito da cidade do Rio de Janeiro, era de fazendas onde estavam situadas as lavanderias da Corte Imperial.
Por isso, temos bairros do Rio, em Jacarepaguá que, até hoje, de acordo com sua finalidade, foi denominado à época:
O “Tanque”, local das lavagens de roupas da corte.
O “Pechincha”, era um lugar onde o povo ia pechinchar para comprar as roupas usadas que a corte não queria mais e mandava vender ao povo.
A “Freguesia” era o lugar onde vendiam os produtos de limpeza geral e das lavagens das roupas da corte.
“Tá a Quarar” era um local onde as lavadeiras traziam as roupas para quarar ao sol, porque eram campos grandes e ensolarados.
Que com o tempo, passou a se chamar de “Taquara”,
O “Campo do Anil” era reservado só para as roupas brancas ficarem mais claras, passando mais tarde a chamar-se de Largo do Anil.
E a “Praça Seca” era o lugar onde se passavam as roupas com os ferros a carvão e lá eram entregues nas carruagens que iam buscar as roupas limpas…
Próximo de lá ficava a Vila de “V alqueires” que era de um comerciante.
“Cinco” alqueires, que por ser em algarismo romano
Cinco = V
Ficou, com o tempo sendo chamada de “Vila (V)alqueire”.
São histórias do Rio de Janeiro.
É sempre o povo que consolida os nomes dos locais; e o seu uso acaba por institucionalizar o seu nome.
Curioso não?
*Carlos A. M. Galetti é coronel da reserva do Exército, foi comandante do 34o Batalhão de Infantaria Motorizado. Atualmente é empresário no ramo de segurança, sendo sócio proprietário do Grupo Iguasseg.
Vivendo em Foz já há mais de 20 anos, veio do Rio de Janeiro, sua terra natal, no ano de 1999, para assumir o comando do batalhão.









