De acordo com dados atualizados apresentados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o país registrou uma queda significativa da pobreza entre 2024 e 2025, passando de 19,6% para 16,0% da população.
Esse resultado significa que aproximadamente 213.164 pessoas saíram da pobreza no período.
Redução da Pobreza em Áreas Urbanas e Rurais
Os dados dos Indicadores de Pobreza Monetária, baseados na Pesquisa Permanente Contínua de Domicílios (EPHC), mostram que a diminuição da pobreza ocorreu tanto em áreas urbanas quanto rurais:
- Áreas urbanas: queda de 3,3 pontos percentuais (de 16,9% para 13,6%).
- Áreas rurais: redução de 4,2 pontos percentuais (de 26,3% para 22,1%).
Segundo o Diretor Nacional de Estatísticas, Iván Ojeda, “em todos os departamentos da República, assim como na capital, observamos uma redução da pobreza. Em alguns, mais; em outros, menos”.
Contribuição das Políticas Sociais e Aumento de Renda
Iván Ojeda destacou que o aumento da renda familiar, tanto do trabalho quanto não proveniente do trabalho, superou o crescimento dos preços da cesta básica, contribuindo para a redução da pobreza monetária.
Além disso, políticas sociais implementadas pelo governo evitaram que 239.000 pessoas caíssem na pobreza e que cerca de 150.000 pessoas se tornassem extremamente pobres.
Queda da Pobreza Monetária Extrema
A pobreza extrema também apresentou melhora significativa, caindo para 2,4% da população, o que representa uma redução de 1,3 ponto percentual em relação a 2024.
- Área urbana: redução de 0,8 ponto percentual (1,9% para 1,2%).
- Área rural: queda de 2,7 pontos percentuais (8,2% para 5,5%).
População em Situação de Pobreza
Ainda há cerca de 985.000 pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, com renda per capita inferior ao custo da cesta básica de consumo.
- Distribuição urbana e rural: 60% vivem em áreas urbanas e 40% em áreas rurais.
- Pobreza extrema: 147.000 pessoas vivem com renda per capita inferior ao custo da cesta básica de alimentos, sendo 34% urbanas e 66% rurais.
Incidência de Pobreza por Departamento
Pobreza Monetária Total
- Concepción – 28,7%
- Caazapá – 25,1%
- San Pedro – 24,8%
- Guairá – 24,3%
- Paraguarí – 23,0%
- Caaguazú – 22,9%
- Itapúa – 22,3%
- Canindeyú – 21,7%
- Misiones – 20,5%
- Ñeembucú – 16,8%
- Cordillera – 16,2%
- Alto Paraná – 15,1%
- Amambay – 14,1%
- Presidente Hayes – 12,6%
- Central – 9,9%
- Assunção – 6,0%
Pobreza Extrema
- Concepción – 6,7%
- San Pedro – 5,8%
- Canindeyú – 5,1%
- Caazapá – 5,0%
- Itapúa – 4,3%
- Caaguazú – 4,2%
- Paraguarí – 4,0%
- Guairá – 3,1%
- Cordillera – 2,2%
- Amambay – 1,7%
- Presidente Hayes – 1,7%
- Ñeembucú – 1,4%
- Misiones – 1,2%
- Alto Paraná – 1,1%
- Central – 1,0%
- Assunção – 0,1%
