Veja no que deu o caso dos painéis ofensivos em Ciudad del Este

O Ministério Público do Paraguai abriu dois inquéritos para apurar o episódio que ganhou repercussão na fronteira

Todos os painéis já foram retirados. Foto: divulgação

Os painéis de LED que exibiram mensagens ofensivas na entrada da Ponte da Amizade, em Ciudad del Este, no dia 29 de maio, foram retirados e o caso passou a ser investigado pelo Ministério Público do Paraguai.

As autoridades abriram dois inquéritos para apurar a suposta invasão do sistema dos outdoors eletrônicos e os danos causados às estruturas após a repercussão do episódio.

O que está sendo investigado?

Segundo o promotor Osvaldo Zaracho, representantes da empresa responsável pelos painéis afirmaram que o sistema pode ter sido acessado por terceiros por meio de um código universal utilizado para controlar os equipamentos.

De acordo com os responsáveis, após serem avisados sobre o conteúdo exibido, eles tentaram remover as mensagens, mas não conseguiram acessar o sistema.

Equipamentos passarão por perícia

A empresa concordou em entregar computadores e processadores usados no controle dos painéis. Os equipamentos serão enviados para Assunção, onde especialistas em crimes cibernéticos realizarão análises forenses.

Segundo inquérito apura destruição

Um outro procedimento foi aberto após a remoção e danos causados aos painéis. Funcionários das empresas envolvidas registraram denúncia junto ao Ministério Público.

A investigação está sob responsabilidade do promotor Luis Trinidad e tramita separadamente do caso relacionado ao suposto ataque cibernético.

Operação retirou quase 60 estruturas

Além da polêmica envolvendo as mensagens, uma grande operação realizada na entrada de Ciudad del Este removeu 57 estruturas publicitárias instaladas irregularmente ao longo da Rodovia PY02.

Entre os equipamentos retirados estavam:

A ação envolveu órgãos do governo paraguaio, polícia e equipes técnicas, com trabalhos realizados durante a noite para evitar transtornos no trânsito.

Motivo da remoção

As autoridades alegam que as estruturas causavam poluição visual e representavam riscos à segurança viária, especialmente na região de acesso à Ponte da Amizade, um dos principais corredores entre Paraguai e Brasil.

Os equipamentos removidos foram encaminhados para depósitos do Ministério das Obras Públicas em Minga Guazú e poderão ser devolvidos mediante solicitação formal dos proprietários.

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