Veja por que a área de Saúde Pública de Foz do Iguaçu é um “saco sem fundo” e um “poço de queixas”

O matemático e especialista em estatística, professor Carlos Kossar, fez, a pedido do Não Viu?, um levantamento, com base em dados do Ipardes, para descobrir por que a área de Saúde Pública de Foz sempre foi um verdadeiro caos, embora receba uma quantidade significativa de recursos financeiros.

Vamos à analise de Kossar.

O quadro acima demonstra que o modelo adotado por Foz do Iguaçu, chamado Saúde Plena, tem causado inúmeros problemas ao Município, por quê:

1 – Quando foi implantada, a cidade não possuía infraestrutura para tal “aventura”, como até hoje, ainda é carente de profissionais e deficitária financeiramente;

2 – Nestes últimos 10 anos, a obcecação de construir postos de saúde, hospital e pronto atendimento, causou um aumento do custeio no setor da Saúde, mas o atendimento ao munícipe continua precário, com enormes filas de espera e crescentes reclamações;   

3 – A cidade tem um dos maiores custos com a saúde por habitante do Estado, só perde para Londrina e Pato Branco, conforme pode ser visto no quadro acima. Além disso, Foz tem, também, um dos piores índices por habitantes em relação a leitos (SUS e Geral), profissionais na área de saúde e estabelecimentos, na comparação com municípios que possuem o modelo de saúde plena. Isto também ocorre se fizermos a comparação com municípios vizinhos e com o mesmo número de habitantes.

 4 – Concluindo: a Saúde Pública em Foz do Iguaçu foi e continua sendo um problema, devido à má gestão dos mandatários que ocuparam a direção da prefeitura nos últimos 15 anos.

Sair da versão mobile