A população de sucuris-verdes (Eunectes murinus), conhecida no Paraguai como jagua-mbói, do refúgio Biológico de Mbaracayú, área protegida sob gestão da margem paraguaia da Itaipu Binacional, começou a receber identificação por microchips.
A iniciativa é conduzida por profissionais da Divisão de Áreas Protegidas e representa um avanço inédito no monitoramento da espécie na região.
📌 Tecnologia inédita fortalece conservação
A implantação de microchips funciona como um verdadeiro “RG animal”. Cada dispositivo contém um código único, permitindo que os pesquisadores identifiquem com precisão cada indivíduo monitorado.
Sempre que uma sucuri-verde é recapturada — seja em ações de manejo, pesquisas científicas ou até mesmo após relatos da comunidade — os técnicos conseguem confirmar se o animal já estava catalogado ou se trata-se de um novo registro.
Segundo a equipe técnica da Itaipu, a tecnologia reduz incertezas nos dados, organiza informações históricas e melhora a tomada de decisões voltadas à conservação ambiental.
🌿 Espécie prioritária na área protegida
A sucuri-verde é uma das espécies prioritárias de conservação no Refúgio Biológico. Com o uso do microchip, será possível:
-
Identificar padrões de reaparecimento;
-
Associar registros a medições biométricas;
-
Monitorar crescimento e deslocamento;
-
Acompanhar indivíduos em médio e longo prazo;
-
Construir uma base de dados mais sólida e confiável.
O uso da tecnologia marca uma nova etapa na preservação da fauna silvestre na área de influência da Itaipu, reforçando o compromisso binacional com a biodiversidade.



