Saiba como foi a reunião no Senado argentino que cobrou fim da demora na Ponte Tancredo Neves

Encontro reuniu empresários e autoridades e terminou com compromisso de visita de funcionários nacionais a Puerto Iguazú em até 30 dias

Foto: captura de imagem

As filas de até quatro horas para atravessar a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, chegaram ao Senado da Argentina. Representantes dos setores de turismo, comércio, hotelaria e gastronomia participaram de uma reunião com autoridades nacionais para cobrar medidas concretas contra a demora na fronteira.

O que foi acordado

O principal resultado do encontro foi o compromisso de funcionários do governo argentino irem a Puerto Iguazú nos próximos 30 dias para continuar as discussões e avaliar soluções diretamente no local.

Os representantes empresariais também cobraram:

A proposta é que o problema deixe de ser tratado apenas em reuniões e passe a ter medidas, responsáveis e prazos que possam ser acompanhados.

Até 4 horas para cruzar

Durante a reunião, representantes do turismo relataram que a espera para atravessar a ponte pode chegar a quatro horas na alta temporada. Mesmo fora dos períodos de maior movimento, foram relatadas demoras de várias horas, principalmente no ingresso à Argentina.

O setor argumenta que a situação prejudica Puerto Iguazú porque turistas que chegam a Foz do Iguaçu acabam desistindo de atravessar para o lado argentino devido ao tempo gasto na fronteira.

Foz também participou da discussão

O encontro envolveu representantes dos dois lados da fronteira e colocou a situação da Ponte Tancredo Neves no centro da discussão sobre a integração da Tríplice Fronteira.

Entre as alternativas discutidas está também uma possível reorganização da operação de cargas, aproveitando a estrutura do novo Porto Seco em Foz do Iguaçu, como forma de reduzir a pressão sobre a atual passagem.

Agora começa a cobrança

Depois de décadas de reclamações sobre a demora na travessia, o setor privado de Puerto Iguazú quer acompanhar se os compromissos assumidos no Senado serão transformados em ações.

O primeiro prazo já está definido: até 30 dias para que representantes do governo argentino estejam em Puerto Iguazú e deem continuidade ao trabalho sobre a fronteira.

Com informações do Misiones Online

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