Redundância…
*Por Carlos Roberto Oliveira
Em uma época em que notoriedade se confunde com mediocridade, não faltam aqueles que, como numa peça de teatro mambembe, se apresentam para interpretar os papeis que lhes cabem, o de atores canastrões.
Obviamente, que o custo desta produção, ainda que não bancada por incentivos fiscais, só tende a aumentar o custo Brasil, escancaradamente.
Embora muitos não concordem com este tipo de “espetáculo”, podendo-se até afirmar que a maioria, há, porém, uma parcela que incapaz de dimensionar os efeitos nocivos que este tipo de manifestação provoca, se deixam levar pela inconsequência anárquica do comportamento condicionado.
Por outro lado, e sem a demagogia inerente a quem só tem compromissos pessoais ou corporativos, os interesses populares ficam, como sempre, no campo da retórica e em segundo plano.
No campo prático de uma realidade cruel, agravada por uma pandemia diabólica, explode o desemprego, se esquece de uma reforma administrativa, igualmente se foge de uma reforma tributária, para conter a alta carga indireta que incide para aqueles que não têm com quem contar na hora de comprar seu sustento básico.
Não se resolve o absurdo do pedágio estratosférico, a saúde, segurança, e transporte público, além da educação de qualidade com a valorização do ensino básico e dos professores.
Em vez disso, se perdem no campo do discurso fácil de falastrões oportunistas, que só se manifestam por ocasião do momento de suas escolhas como “representantes do povo”, deixando a este uma amarga sensação de frustração e abandono, com uma pitada de revolta.
Em tempo, tanto o campeonato brasileiro de futebol como o carnaval já passaram…
*Carlos Roberto de Oliveira é empresário em Foz do Iguaçu do ramo de logística.









