Quanto custam os medicamentos para emagrecer no Brasil e no Paraguai?

No país vizinho, o valor chega a ser até seis vezes menor

Foto: Prefeitura de Ciudad del Este

O jornal GDia revelou na quarta-feira (28) que o custo de medicamentos injetáveis para emagrecer no Paraguai pode ser até seis vezes menor do que no Brasil.

A diferença de preços tem levado centenas de brasileiros a atravessarem a Ponte da Amizade, em busca desses produtos, impulsionando um fenômeno que preocupa autoridades e comerciantes da região.

A disparidade entre os valores praticados nos dois países tem sido apontada como o principal motivo do aumento no contrabando de medicamentos na fronteira, além de favorecer redes ilegais de revenda.


Diferença de preços entre Brasil e Paraguai explica aumento na procura

Os números levantados pelo GDia mostram uma variação extrema nos preços de medicamentos injetáveis entre os dois países, o que ajuda a entender o crescimento da compra irregular no Paraguai.

No Brasil, uma caixa de tirzepatida 5 mg (com quatro aplicações) custa cerca de R$ 2.355. Já no Paraguai, o mesmo produto é encontrado por aproximadamente R$ 408.

Outras apresentações também registram diferença significativa:

Com isso, cresce a busca por compra irregular no país vizinho, alimentando um mercado clandestino e elevando os riscos na fronteira.


Contrabando, roubos e falsificações: cenário preocupa na região

O aumento da demanda por esses medicamentos tem provocado uma situação preocupante na fronteira entre Brasil e Paraguai, com impactos diretos:

Segundo o jornal, o movimento passou a chamar atenção de organizações criminosas, que enxergam na alta procura uma oportunidade de lucro ilegal.


Apreensões dispararam: de 2.500 para 30 mil unidades

Um levantamento realizado pelo GDia, com base em dados da Receita Federal, aponta um salto expressivo nas apreensões desses medicamentos.


Roubos a farmácias aumentam em Ciudad del Este

Além do contrabando, comerciantes e autoridades paraguaias relatam aumento de roubos e assaltos a farmácias em Ciudad del Este, com foco justamente nesses medicamentos.

A suspeita é que os produtos sejam revendidos ilegalmente após os crimes, alimentando ainda mais o mercado irregular.


Alerta: medicamentos falsificados elevam risco à saúde pública

Outro ponto crítico é a circulação de versões falsificadas, ampliando os riscos à saúde pública. Especialistas alertam que o uso de medicamentos injetáveis sem procedência e sem acompanhamento médico pode provocar efeitos graves e colocar vidas em perigo.

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