Em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura, na manhã desta quarta-feira (08), o delegado-chefe da Polícia Civil em Foz do Iguaçu, Rogério Lopes, disse desconhecer o fato de o índice de furtos de veículos, registrado de janeiro a setembro deste ano em Foz, ter aumentado em 60%, em relação ao mesmo período do ano passado.
O índice é o maior do Paraná e é, também, o dobro do registrado em Ponta Grossa, que está na segunda colocação, segundo consta na página 11 do Relatório de Estatística Criminal, da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, divulgado no último dia 29 de novembro, no site de notícias do governo do Estado, e que pode ser acessado, se você clicar AQUI.
Conforme pode ser comprovado na cópia do relatório, publicada no final da nota, apesar de todo o aparato de órgão de segurança existente em Foz, em 2020, nesse período, foram furtados 345 veículos, enquanto, em 2021 esse número disparou e chegou a 553 veículos.
Ou seja, 208 veículos furtados a mais, ou o equivalente a 60,29% de aumento.
Vejam abaixo os outros índices registrados em Foz em 2021, em comparação com 2020, que comprovam a situação de insegurança no município, segundo o mesmo relatório:
- Crimes Contra a Pessoa: crescimento de 0,40%
- Crimes Contra o Patrimônio: crescimento de 16,20%
- Crimes Contra a Dignidade Sexual: queda de 4,22%
- Crimes Contra a Administração Pública: crescimento de 4,76%
- Demais Crimes Consumados: queda de 1,05%
- Furtos Consumados: crescimento de 5,77%
- Roubos Consumados: queda de 5,52%
- Armas de Fogo Apreendidas: crescimento de 25,31%
- Furtos de Veículos: crescimento de 60,29%
- Roubos de Veículos: queda de 5,74%
- Recuperações de Veículos: queda de 11,44%
- Crimes de Ameaça: crescimento de 1,82%
- Crime de lesão corporal: queda de 5,26%
- Ocorrências Envolvendo Tráfico de Drogas: queda de 3,67%
- Ocorrências Envolvendo Uso/Consumo de Drogas: queda de 36,62%
- Registros de Ambientes Públicos em que Ocorreram Crimes de Furtos: crescimento de 17,45%
O que vocês acham, leitoras e leitores do Não Viu?? É preocupante ou não é o desconhecimento do delegado-chefe?
