A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, prendeu, na tarde desta segunda-feira (26/01), um casal condenado por um dos crimes mais impactantes da crônica policial paulista: o assassinato de Wilson Roberto Tafner e Tereza Maria do Carmo Nogueira Cobra.
Roberta Nogueira Tafner de Sousa (42) e seu marido, Willians de Sousa (46), foram localizados e detidos na região de fronteira em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça de São Paulo.
A ação foi resultado de um trabalho integrado de inteligência e troca de informações entre a 1ª Delegacia de Capturas (DOPE/SP) e a PCPR.
O caso
O duplo homicídio ocorreu em outubro de 2010, em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba (SP). Wilson e Tereza, pais de Roberta, foram mortos brutalmente a facadas.
As investigações apontaram que a motivação foi a disputa por uma herança avaliada em mais de R$ 60 milhões, composta por imóveis e seguros de vida.
Recentemente, o Tribunal do Júri de Barueri (SP) condenou o casal por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas).
Roberta recebeu uma pena de 44 anos de reclusão, enquanto Willians foi condenado a 38 anos.
Embora a sentença permitisse inicialmente o recurso em liberdade, a alteração da situação jurídica levou à expedição dos mandados de prisão em novembro de 2025, tornando-os foragidos até a captura nesta tarde.
Investigação
O trabalho investigativo descartou a hipótese de latrocínio, visto que nenhum valor ou objeto foi subtraído da residência.
A perícia técnica foi determinante para o desfecho do caso ao encontrar vestígios de sangue no imóvel de Roberta e Willians (situado a poucos metros da casa das vítimas) e identificar que a cena do crime havia sido limpa e forjada para despistar as autoridades.
Após a formalização da prisão e os procedimentos legais na delegacia, o casal foi encaminhado à Cadeia Pública Laudemir Neves, onde permanece à disposição da Justiça de São Paulo.
As informações são da PCPR
