
Leitoras e leitores do Não Viu? indagaram o blog sobre como agiria o empresário Paulo Mac Donald, se ele estivesse à frente da Prefeitura de Foz nesses dias difíceis, já que foi o escolhido para o cargo e só não pôde assumir por decisão da Justiça.
A resposta para tal pergunta é uma incógnita, mas o blog foi atrás e descobriu que existem dados que podem nos levar a ela.
Quando Paulo era prefeito, em abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava pandemia de gripe AH1N1 mundial, na época ainda conhecida como gripe suína. Um surto global que caracterizou-se por uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México, em meados do mês de março de 2009, além de uma epidemia de dengue.
O que ele fez no caso da gripe
Naquele momento, o Ministério da Saúde preconizava o uso do medicamento Tamiflu somente nos pacientes graves, pois eles não tinham o remédio na quantidade suficiente. Os pacientes ficavam graves do quarto para o quinto dia.
No entanto, como médico, o secretário de Saúde na época, dr. Luis Fernando Zarpelon, constatou que o Tamiflu só era efetivo, se começasse a ser tomada nas primeiras 48 horas. Então, não fazia sentido esperar 4 dias. O tratamento tinha de começar no início, independente da gravidade, e em todos os casos. E além disso, ao iniciar Tamiflu as pessoas paravam de transmitir o vírus.
O Paulo bancou essa orientação técnica e Foz foi o primeiro município do país a adotar esse protocolo. Mac Donald foi muito criticado por isso. Porém, pouco mais de um mês depois, o Brasil inteiro estava usando o mesmo procedimento com anuência do Ministério da Saúde.
O que ele fez no caso da dengue
Com relação à dengue, Mac Donald não esperou pelo Ministério da Saúde.
Obteve a doação de milhares de frascos de inseticidas, entregou o produto em quase todas as moradias da cidade e, através de uma campanha educativa, determinou o dia, a hora e os locais onde o veneno deveria ser aplicado dentro das casas.
Foi amplamente criticado por quase todas as autoridades de Saúde do Brasil, com grande repercussão nacional, mas reduziu os casos de dengue no município em 95%. Por pouco não chegou a 100%.
Mas os veículos de comunicação que o criticaram não noticiaram o fato. Hoje, Foz tem registrados 7.380 confirmações de dengue e cinco mortes.
Moral da história: numa situação dessas, o que se precisa, mesmo, é coragem e rumo!