O Paraná já contabiliza oito aplicações da polilaminina, medicamento experimental voltado ao tratamento de lesão medular. No Brasil, já são 30 procedimentos realizados.
O paciente mais recente é João Luiz Miquelini, 70 anos, morador de Colombo, que fraturou a coluna após uma queda de três metros em dezembro de 2025 e ficou sem movimentos abaixo da cintura. Ele recebeu a aplicação no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
O procedimento foi conduzido pelo neurocirurgião João Elias Ferreira El Sarraf, um dos quatro médicos habilitados no País. Segundo ele, a medicação é aplicada diretamente sobre a lesão medular, em centro cirúrgico, com sedação e anestesia local. A substância atua como uma “ponte”, estimulando a reconexão do tecido nervoso.
Pesquisa e aprovação
Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina está em fase de estudos clínicos e aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início da Fase 1. A pesquisa é liderada pela doutora Tatiana Coelho de Sampaio e conta com produção do Laboratório Cristália.
Baseada na proteína laminina, a substância busca reorganizar o tecido nervoso e estimular a regeneração dos neurônios, com potencial para amenizar ou reverter casos de paralisia.
Apoio do Governo do Paraná
A iniciativa foi apresentada ao governador Carlos Massa Ratinho Junior no Palácio Iguaçu, que reforçou o apoio do Estado à pesquisa científica e ao desenvolvimento de novas terapias no Paraná.









