A nova rota obrigatória para ônibus que deixam a Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu já provoca críticas de moradores e motoristas, que temem o aumento dos congestionamentos na Avenida Paraná. Apesar da preocupação, a Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) declarou apoio à medida, adotada pela Receita Federal para reforçar o combate ao contrabando e ao descaminho.
Prevista inicialmente para 1º de agosto, a nova rota obrigatória dos ônibus entrará em vigor em 15 de agosto após prorrogação da Receita Federal.
Segundo a ACIFI, o novo trajeto fortalece o comércio legal, amplia a segurança e evita a instalação de estruturas permanentes de fiscalização dentro da rodoviária. A rota foi definida em conjunto com a Receita Federal, a ANTT e as empresas de transporte e será seguida por todas as linhas regulares.
As críticas se concentram no possível impacto sobre o trânsito da Avenida Paraná, um dos principais corredores viários da cidade, que poderá receber um fluxo maior de ônibus. A expectativa é de que a mudança provoque lentidão, principalmente nos horários de pico.
O presidente da ACIFI, Edmilson Iareski, afirma que o combate às atividades ilegais contribui para o fortalecimento da economia formal, a geração de empregos e o turismo em Foz do Iguaçu.
A entidade informou que acompanhará a implantação da nova operação para avaliar os resultados e os impactos sobre passageiros, empresas e o trânsito. Caso sejam identificados problemas, a associação defende que ajustes sejam feitos para tornar o sistema mais eficiente e minimizar transtornos, incluindo os reflexos na mobilidade urbana.
