No dia 22 de julho de 2020, o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, anunciou a inauguração do conjunto Angatuba 1. “Residências que foram construídas para dar dignidade ao nosso povo”, segundo ele disse no vídeo que pode ser visto abaixo.
Mas essa “dignidade” tem um custo exorbitante para quem vive da informalidade, como coletores de material reciclável, por exemplo, ou quem ganha menos de um salário-mínimo para viver e sustentar a família.
Só de condomínio, eles têm de pagar, além da prestação do imóvel de R$ 81,00, R$ 280,00.
Valor que inclui até o salário de uma síndica profissional que ganha R$ 2.600,00 e que não mora nem em Foz do Iguaçu.
Pior: agora, cada imóvel tem de pagar R$ 80,00 para a Sanepar, valor bem acima da taxa mínima cobrada pela empresa, que é de R$ 17,52.
Tudo isso orquestrado pelo Fozhabita, até há pouco tempo loteado pelo partido PTB em troca do apoio à reeleição do prefeito, em uma parceria perversa com a Caixa Econômica Federal.
Esse deve ser um dos principais motivos que levam à suposta venda ilegal dos imóveis pelos moradores que estão lá.
Ou seja: simplesmente, eles não têm dinheiro para pagar esse aluguel, travestido de condomínio, e estão sofrendo com isso. Tudo indica que muitos deles vão perder os imóveis e devem voltar aos lugares de ondem foram retirados.
Resumo da ópera: para muitos moradores, o conjunto Angatuba 1 se transformou numa verdadeira arapuca.
Mas Chico Brasileiro, com a sua política de desfavelamento, parece não estar vendo isso. O que ele quer, mesmo, é aparecer como um grande gestor.
Já que é assim, se ele quer aparecer, então o Não Viu? posta o vídeo abaixo para a análise das leitoras e dos leitores do blog e para ele aparecer mais ainda.









