De motor de foguete a telha solar: conheça os cinco projetos que estão sendo desenvolvidos na UNILA

Na reportagem desta segunda (17) você vai conhecer cinco projetos de inovação tecnológica desenvolvidos na UNILA.

1 – Primeiro motor-foguete impresso em 3D da América Latina será testado na UNILA

 

O motor-foguete foi modelado pela estudante Isabella Francelino do curso de Engenharia Física da UNILA

Nos próximos dias, pesquisadores da UNILA farão testes no primeiro motor-foguete a propelente líquido impresso em 3D na América Latina.
O dispositivo foi modelado pela estudante Isabella Francelino, sob a orientação do professor Oswaldo Barbosa Loureda, como parte de uma atividade da disciplina de Processo de Fabricação, do curso de Engenharia Física da UNILA.

Depois, a câmara foi impressa na Inglaterra por uma empresa especializada na fabricação de equipamentos, através da impressão 3D.

O equipamento é utilizado, normalmente, para impulsionar foguetes, satélites, mísseis e estações espaciais.

A modelagem do motor-foguete faz parte de uma pesquisa que testa diferentes compostos propelentes, materiais de fabricação e técnicas de sintetização, visando à construção de propulsores de baixo impacto ambiental.

 

 

 

Veja os outro quatro projetos no Ler mais.

 


2 – Pesquisadores da UNILA e Unioeste desenvolvem telha solar fotovoltaica

 

Projeto de desenvolvimento de telha solar surgiu da demanda de um empresário de Cascavel.

 

Um grupo de pesquisadores da UNILA e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) trabalha, de maneira conjunta, no desenvolvimento de uma telha solar fotovoltaica.

 

O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma telha de baixo custo, que seja capaz de converter a luz solar em energia elétrica e que seja adaptada às condições climáticas da região. O projeto surgiu da demanda de um empresário do ramo de telhas de concreto da cidade de Cascavel.

Os estudos para o desenvolvimento da telha fotovoltaica tiveram início em novembro de 2016. Desde então, os professores da UNILA e da Unioeste trabalham na concepção de modelos conceituais que são testados pela empresa de Cascavel, para comprovar a viabilidade técnica e industrial do projeto.

 

3 – Professor desenvolve impressora 3D para aplicações de ensino, pesquisa e extensão.

 

Fresadora CNC projetada pelo professor da UNILA Aref Kzam.

O professor Aref Kalilo Lima Kzam coordena uma pesquisa que propõe a construção de máquinas, como a Fresadora CNC, projetada pelo professor Aref Kzam,  impressoras 3D e fresadoras, para utilização em atividades de iniciação tecnológica nos mais variados temas, desde as ciências básicas até a inclusão socioambiental.

 

Um dos planos é reproduzir uma maquete em 3D do relevo da região de Foz do Iguaçu.

 

Construída em parceria com docentes e alunos da área de Geografia, a maquete será feita com embalagens plásticas de etiqueta PEAD, um material que pode ser facilmente reciclado a partir da exposição a altas temperaturas.

 
4 – Novos biomateriais poderão ser usados para captação de energia

Responsável pelos estudos com Nanocelulose é Samara Silva de Souza, uma das primeiras pós-doutorandas da UNILA.

A nanocelulose é considerada o material do futuro.  Por conta de suas características, esse material – produzido a partir de matéria biológica – tem um grande número de aplicações, que vai desde a produção de embalagens sustentáveis até o uso de pele artificial para o tratamento de queimaduras.

 

Na UNILA, pesquisas tentam demonstrar que esse biomaterial pode ter mais uma funcionalidade: a captação de energia. A responsável pelos estudos é a pesquisadora Samara Silva de Souza, doutora em Engenharia Química (UFSC) e uma das primeiras pós-doutorandas da UNILA.

“Na UNILA, nós já estamos produzindo a nanocelulose bacteriana, um dos biomateriais que tem ganhado espaço na pesquisa devido a suas propriedades específicas, como alta resistência mecânica, biodegradabilidade, grande capacidade de retenção de água, elasticidade, durabilidade e flexibilidade de produção. Nosso objetivo é, por meio de novas tecnologias e incorporações de outros componentes, desenvolver novos materiais que possam ter um leque de utilização, como células fotovoltaicas e dispositivos eletrônicos”, explica Samara, que teve seu projeto aprovado na Chamada Pública para Pós-Doutorado Empresarial no CNPq.

 

No Brasil, apenas nove bolsas como essa foram aprovadas em 2019.

5 – Projeto propõe o aproveitamento de resíduos do turismo para o desenvolvimento de casas de interesse social

No ano de 2016, os turistas que visitaram Foz do Iguaçu jogaram no lixo três milhões de garrafas PET que foram utilizadas para consumo de água e outras bebidas. O levantamento foi feito pelo professor da UNILA Walfrido Pippo, como parte de uma pesquisa que estuda o reaproveitamento das garrafas PET geradas pela indústria turística da cidade e que, atualmente, são descartadas nos aterros sanitários. A proposta é utilizar o material para o desenvolvimento de casas populares no município.

Conforme o docente, as garrafas PET podem ser usadas como elementos de preenchimento e vedação. “Um cálculo preliminar indica que uma habitação de interesse social, de 43m², das que são financiadas pela Caixa Econômica Federal, poderia usar de 30 a 40 mil garrafas. O que demonstra que existe a potencialidade de construir 100 habitações de interesse social por ano a partir desse material”, defende Pippo, na apresentação do projeto. Atualmente, 12 mil famílias estão cadastradas na lista de espera por habitação em Foz do Iguaçu.

O projeto ainda está em fase inicial e aguarda a liberação de recursos para iniciar os ensaios. Participam professores dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia de Energia e do mestrado de Engenharia Civil.

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