Moradores de rua recusam acolhimento no frio por proibição de álcool ou substâncias ilícitas em Foz do Iguaçu

No município, a Secretaria Municipal de Assistência Social mantém casas de passagem com vagas para quem está sozinho e para famílias

Foto: divulgação/CBN Foz

Em entrevista à rádio CBN Foz, Eliseu da Silva Lopes, chefe da Divisão da Proteção Social de Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social de Foz do Iguaçu, afirmou que muitos moradores em situação de rua recusam vagas em centros de acolhimento durante o inverno por não poderem consumir álcool ou substâncias ilícitas dentro das unidades.

Segundo ele, as equipes realizam abordagens diariamente e oferecem abrigo, alimentação, banho, roupas, cama e acompanhamento social.

Mesmo assim, uma boa parte das recusas acontece justamente pelas regras dos espaços, que proíbem o uso de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas.

Eliseu esclareceu ainda que a administração pública não pode obrigar ninguém a ir para os abrigos. O acolhimento é voluntário e as equipes podem apenas ofertar o serviço e realizar novos atendimentos.

Um levantamento recente apontou cerca de 660 pessoas em situação de rua em Foz do Iguaçu, com maior concentração na região central, Vila Portes, Morumbi e algumas praças públicas. A maioria seria formada por pessoas de outros estados e países.

A prefeitura destacou também que os acolhimentos funcionam durante todo o ano, com permanência de até 90 dias, podendo ser ampliada em casos específicos.

Nos locais, os usuários recebem apoio para documentação, acesso ao mercado de trabalho e regularização migratória.

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