Michelle quebra o protocolo e humaniza a posse de Bolsonaro

A primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente, general Hamilton Mourão. Foto: Marcelo Camargo\Agência Brasil

A imprensa não deu grande destaque, a não ser para lembrar que a primeira-dama Michelle Bolsonaro quebrou o protocolo na cerimônia de posse.

Mas ela fez mais que isso. Mostrou o lado mais sensível do governo do qual fará parte, não apenas como primeira-dama, mas certamente pela dedicação aos projetos que envolvem pessoas com deficiências e síndromes.

Intérprete de libras “roubou a cena” na execução do Hino Nacional. Convidado de Michelle Bolsonaro.

Na solenidade pública, Michelle trouxe um intérprete de libras durante a execução do Hino Nacional, que “roubou a cena”, como disse em titulo o jornal Correio Braziliense. Foi emocionante!

Depois, ela mesma discursou em libras, com “tradução”, em que disse que dará atenção especial aos surdos-mudos e a todas as pessoas portadoras de deficiências e de síndromes.

Nunca antes, em qualquer posse presidencial, aconteceu algo semelhante. Nunca antes os deficientes foram lembrados numa cerimônia de tal importância.

Michelle disse que vai se dedicar aos programas sociais do governo federal.

Foto: Marcelo Camargo\Agência Brasil

A Agência Brasil diz que a jovem primeira-dama, de 38 anos, já desenvolve trabalho social.
Religiosa, Michelle integra o Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, onde atua como intérprete de libras nos cultos.

Michelle contou que aprendeu libras para melhor se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha na minha vida, me despertou o amor pelas libras, fui estudar e aprendi sozinha. Esse amor só foi aumentando”, disse a primeira-dama, em depoimento para o programa eleitoral do PSL.

Brasiliense, a primeira-dama nasceu e foi criada em Ceilândia, a maior região administrativa, com 490 mil habitantes. A cidade-satélite está entre as com mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humanos) do Distrito Federal (DF).

Michelle conheceu Bolsonaro quando era secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, há mais de dez anos. Em 2013, eles oficializaram o casamento, em um cerimônia religiosa celebrada pelo pastor Silas Malafaia.

Durante a campanha eleitoral e a transição, Michelle pouco apareceu, mas sempre foi citada com carinho pelo marido. Em uma das raras aparições no horário eleitoral gratuito, ela afirmou que Bolsonaro é “um ser humano maravilhoso”, bastante preocupado com o bem-estar das pessoas.

Michelle tem duas filhas: Letícia Aguiar, fruto de um relacionamento anterior, e Laura Bolsonaro. É filha de Maria das Graças Firmo Ferreira e de Vicente de Paulo Reinaldo, de quem diz ter herdado a simplicidade e a solidariedade.

A partir de hoje, Michelle vai assumir a função desempenhada por Marcela Temer nos últimos dois anos e meio. Logo após a posse de Michel Temer na Presidência da República, Marcela foi escolhida embaixadora do “Criança Feliz”, programa criado para dar assistência médica e psicológica a crianças carentes de 0 a 3 anos.

Agora, há uma nova primeira-dama, nascida pobre e que chega ao poder pelas mãos do marido. Que mantenha a simplicidade e, principalmente a solidariedade àqueles que são quase sempre esquecidos nas políticas públicas.

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