O Ministério da Educação e Ciências (MEC) do Paraguai revelou um dos maiores escândalos envolvendo diplomas universitários do país. A investigação aponta um esquema de suposta falsificação de diplomas que atinge cursos de Medicina, Enfermagem, Engenharia, Direito e outras áreas, com indícios de participação de funcionários públicos.
A auditoria identificou 130 mil transações suspeitas, realizadas por meio de 550 códigos de acesso, que agora são analisadas para verificar se resultaram na emissão irregular de diplomas.
O que foi descoberto
- 130 mil transações consideradas suspeitas;
- 550 códigos de acesso utilizados nas operações investigadas;
- 283 funcionários do MEC paraguaio investigados administrativamente;
- 13 servidores afastados, incluindo 7 diretores e 6 chefes de departamento;
- Sistema permitia envios de documentos sem identificação da origem, dificultando rastrear os responsáveis;
- Registros eram feitos durante a madrugada, fins de semana e feriados, quando os setores estavam fechados.
Segundo o ministro Luis Ramírez, a investigação começou apurando irregularidades em diplomas de professores, mas revelou um esquema muito mais amplo, envolvendo diversas profissões regulamentadas.
A auditoria também encontrou diplomas com assinaturas incompatíveis com a data de emissão, registros de pessoas que nunca estiveram matriculadas nas universidades e casos de estudantes que abandonaram os cursos, mas posteriormente apareceram com diplomas registrados.
O ministro ressaltou que as investigações ainda estão em andamento e que os processos administrativos não significam condenação criminal. Toda a documentação foi encaminhada ao Ministério Público do Paraguai, responsável por aprofundar as apurações.









