Os ministros das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, e do Brasil, Mauro Vieira, se reúnem nesta quinta-feira, 19 de março, em Assunção, para avançar nas negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu — ponto-chave que define os custos da energia gerada pela usina.
O encontro será realizado na residência presidencial Mburuvicha Róga e contará também com a presença de Javier Giménez, chefe do Gabinete Civil do Paraguai, e do ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira.
⚡ Tarifa de Itaipu segue acima do esperado
Mesmo com a usina já totalmente quitada, o custo da energia continua elevado. Na última negociação, concluída em maio de 2024, Brasil e Paraguai fixaram a tarifa de Itaipu — conhecida como Cuse (Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade) — em US$ 19,28 por kW/mês.
Especialistas indicam que esse valor deveria estar mais próximo de US$ 11,00, considerando que os investimentos na hidrelétrica já foram pagos.
📊 Por que o consumidor ainda não sentiu o aumento?
Apesar da tarifa elevada, o governo brasileiro afirmou que o impacto não chegaria diretamente ao consumidor. A tarifa de repasse, aprovada pela Aneel, foi mantida em cerca de US$ 16,71/kW para o mercado brasileiro.
Isso só foi possível porque a Itaipu Binacional se comprometeu a fazer aportes anuais para compensar o aumento — medida válida entre 2024 e 2026.
🇧🇷 Quem paga a conta?
Na prática, o Brasil arca com cerca de 80% dos custos da energia de Itaipu, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio nas negociações com o Paraguai.
📢 O que esperar agora?
Com a reabertura das discussões, cresce a preocupação de novos ajustes que possam impactar tarifas futuras.
📌 Resumo:
Mesmo quitada, a usina de Itaipu continua com custo elevado — e qualquer nova decisão pode afetar diretamente o bolso do brasileiro.









