Não VIU?

Publicidade

Raj
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • Cataratas e Itaipu
  • Tríplice Fronteira
  • Crônicas
  • Não tem como não postar
  • É bom Saber
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • Cataratas e Itaipu
  • Tríplice Fronteira
  • Crônicas
  • Não tem como não postar
  • É bom Saber

Publicidade

Raj
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Não VIU?
Raj
Sem Resultados
Ver todos os resultados

Idesf leva a candidatos estudo sobre situação de fronteiras. Não basta ter mais polícia

Por Vinícius Ferreira
27 agosto, 2018
| 5 minutos de leitura |
CompartilharTwitterMandar pro ZapEnvie no TelegramLinkedin

Os candidatos a presidente nas eleições de outubro já têm em mãos uma análise sobre a situação das fronteiras do Brasil que vai além da questão de aumentar os efetivos policiais, basicamente o que parece ser a única proposta já apresentada por eles (e não todos), publicamente.

O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras – Idesf encaminhou aos candidatos o “Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil”, que mostra o quanto os municípios de fronteira precisam de apoio para alavancar a economia, gerar emprego e renda e, em especial, para a melhoria nos indicadores de saúde e educação.

Notícias Relacionadas

Câmeras Olho Vivo em Foz e no Paraná: veja os resultados obtidos até agora

COHORT UDC E H2A É LANÇADO, A INICIATIVA CONECTA ACADÊMICOS DA REGIÃO A ESPECIALISTAS DO HARVARD HEALTHLAB ACCELERATOR

Foztrans vai esmagar, literalmente, escapamentos irregulares de motos

Cidades gêmeas são aquelas situadas na linha de fronteira, seca ou fluvial, que aresentam grande potencial de integração econômica e cultural com seus “pares” dos países vizinhos. O conceito só vale para municípios com mais de 4 mil habitantes.

No total, são 32 gêmeas – aqui no Paraná, além de Foz do Iguaçu, enquadram-se Guaíra, Barracão e Santo Antônio do Sudoeste.

“Descaso dos governos”

Na apresentação do estudo, o presidente do Idesf, Luciano Barros, já adianta: “O prejuízo causado pelo descaso dos governos e a falta de planejamento estratégico que pense essas áreas como fonte de integração e desenvolvimento têm espalhado reflexos em todo o país, com a entrada pelas fronteiras de drogas, armas e produtos ilegais, fomentando um círculo vicioso que onera todo o Estado e a sociedade brasileira”.

Ele alerta: “Não basta, contudo, adotar como política para as Cidades Gêmeas somente a repressão aos crimes de fronteira. A atuação deve ser em todas as frentes, de tal forma que a população dessas regiões possa sentir não só a força do Estado, mas sua presença nas diversas áreas em que ele tem a obrigação de atuar, em especial na educação, na saúde pública e na criação de oportunidades de emprego e renda dignos. Isso, sim, é que fará das cidades de fronteira regiões menos fragilizadas e com menor risco de suas populações engrossarem as estatísticas criminais”.

De forma sucinta, vamos a alguns pontos abordados no Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil”, para dar uma ideia do que é o trabalho.

Educação

Na média, as cidades gêmeas apresentam alto nível de evasão no ensino e taxas elevadas de reprovação, superiores à média dos municípios brasileiros (que já não é boa).

Em artigo no estudo, o reitor da Unila, Gustavo Oliveira Vieira, afirma que “os desafios educacionais em regiões de fronteiras, do Brasil e da América Latina, podem ser compreendidos como soluções fundamentais para os gargalos do desenvolvimento na perspectiva transfronteiriça”.

Mortalidade infantil

Com dados de 2016, o estudo mostra que o Índice de mortalidade infantil nas cidades gêmeas foi de 15,98, na média, superior à média brasileira (12,63).

Só duas cidades gêmeas, Bela Vista (MS) e Porto Xavier (RS), apresentaram índice inferior ao aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 10 mortes a cada por mil nascidos vivos.

Em Foz do Iguaçu, por exemplo, o índice foi de 11,67, abaixo da média brasileira, mas acima do recomendado pela OMS.

Emprego e renda

Em número de pessoas com empregos formais, as cidades gêmeas estão bem abaixo da média brasileira. Enquanto no Brasil 34,53% da População Economicamente Ativa (PEA) estão em empregos formais, nas Cidades Gêmeas a média é de apenas 23,01%.

Foz do Iguaçu, com 32,70%, e Chuí, com 36,90%, são destaques por terem os melhores índices.

Em Foz do Iguaçu, a situação melhorou em relação ao estudo de 2014, quando apenas 26,4% de sua força de trabalho encontrava-se formalmente empregada.

Como a PEA de Foz do Iguaçu manteve-se em crescimento constante (186.630 pessoas em 2016), presume-se que o aumento da formalidade se deve à criação de empregos principalmente na sua rede hoteleira, que enfrentou forte expansão nos últimos anos.

O Produto Interno Bruto per capita das Cidades Gêmeas, na média (R$ 26.035,83), é inferior à do Brasil (R$ 29.326,17), mesmo puxado por dois municípios que se destacam nesse indicador: Aceguá (RS), com R$ 51.138,66 e Foz do Iguaçu (R$ 45.493,61).

As cidades gêmeas são mais dependentes de recursos provenientes de outros níveis de governo do que as grandes cidades brasileiras. A autonomia financeira municipal, isto é, a capacidade de gerir a cidade com seus próprios recursos, é de 32,56%. As cidades com os melhores indicadores nesse item são Foz do Iguaçu (43,72%) e Santana do Livramento (38,65%).

Violência

É claro que, com indicadores sociais ruins, com evasão escolar alta, baixo nível de emprego e renda, a violência assola mais as cidades gêmea do a média do Brasil.

Elas apresentam, em 2016, o índice de 29,24 mortes a cada 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a média foi de 27,85. Também extremamente alta, já que o índice considerado aceitável pela ONU é de 10 homicídios a cada 100 mil habitantes.

IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, que só traz dados ainda de 2010, mostra mais uma vez o quanto as cidades gêmeas têm indicadores ruins em educação, saúde, longevidade e renda.

Quanto mais próximo o índice estiver de 10, melhor a situação da população do município (ou do país). Nas cidades gêmeas, a média foi de 0,561, bem abaixo da média brasileira (0,674).

Só Foz do Iguaçu (0,748), Uruguaiana, RS (0,744), Guaíra (0,739) e Porto Xavier (0,723) superaram a média dos municípios brasileiros.

Para comparar, a vizinha Argentina tem IDH de 0,836. O da Noruega é de 0,944; o dos Estados Unidos, de 0,915.

Conclusão

O estudo conclui dizendo que oferecer às populações das cidades gêmeas oportunidades de emprego e renda reduzirá o contingente de mão de obras dessas localidades que hoje vivem de atividades ilegais.

Essas atividades, “no caso do contrabando e descaminho, (às vezes são) vistas com olhos beneplácitos pelas autoridades locais e estaduais, especialmente. Essas autoridades preferem fazer vistas grossas do que enfrentar um problema que parece cada vez mais difícil de ser resolvido sem um trabalho integrado das forças de segurança, somado à criação de atividades que permitam absorver a mão de obra, evitando que mais e mais jovens se embrenhem neste mundo de ilegalidades”.

Por fim, “investir na educação não é apenas essencial, é vital para estancar esse processo de marginalização das populações de fronteira e, por extensão, das periferias das grandes cidades. É preciso atrair empresas e consequentes empregos, procurar o aproveitamento dos recursos naturais para viabilizar empreendimentos, fomentar o empreendedorismo em todas suas formas legais”.

Onde estão

As cidades gêmeas brasileiras estão localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Amapá, Rondônia e Amazonas. O Brasil compartilha o reconhecimento com Argentina, Paraguai, Uruguai e Guiana Francesa.

Nessas cidades viviam, em 2017, 1.241.149 pessoas, um crescimento médio anual de 0,6% ao ano desde 2001, inferior ao do Brasil (1% ao ano).

Das 32 cidades gêmeas, nove perderam população entre 2001 e 2017, inclusive Foz do Iguaçu. Segundo o IBGE, a cidade contava com 266.769 habitantes em 2001, número que diminuiu para 264.044 em 2017.

A situação das gêmeas nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul, de maneira geral, é melhor que as da Rregião Norte, mas, num comparativo dentro dos próprios estados, vê-se que quase sempre as cidades de fronteira estão entre aquelas com a pior situação nos mais diversos quesitos.

Quais são

Rio Grande do Sul: Aceguá, Barra do Quaraí, Itaqui, Jaguarão, Porto Xavier, Quaraí, Santana do
Livramento, São Borja, Uruguaiana e Porto Mauá.
Santa Catarina: Dionísio Cerqueira.
Paraná: Foz do Iguaçu, Barracão, Santo Antônio do Sudoeste e Guaíra.
Mato Grosso do Sul: Bela Vista, Corumbá, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Coronel Sapucaia e
Porto Murtinho.
Acre: Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia e Santa Rosa do Purus.
Roraima: Bonfim e Pacaraíma.
Amapá: Oiapoque.
Rondônia: Guajará-Mirim.
Amazonas: Tabatinga.

Tags: Fronteira
CompartilharTweetarEnviarCompartilharCompartilhar

Relacionados +Conteúdos

Notícia

BPFRON faz várias apreensões de contrabando e cigarros em estacionamento na Vila Portes. Vejam as fotos

2 abril, 2019
121
Notícia

Prefeito paraguaio proíbe jogo de vôlei à noite em praça pública para evitar a presença de homossexuais

1 abril, 2019
40
Notícia

Com uma prisão no Country Clube de Hernandárias, é desmantelada uma das maiores quadrilhas de contrabandistas do Paraguai

29 março, 2019
587
Deixar comentário

Notícias recomendadas

  • Notícia
Foto: divulgação

Quer dinheiro para eventos em Foz do Iguaçu?

16 março, 2026
1
Foto ilustrativa: Pixabay

Sem previsão de temperaturas amenas no horizonte

19 março, 2026
1
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Deixem o guarda-chuva à mão

16 março, 2026
1
Foto: divulgação

General abriu a mão? Fundação Cultural aumenta remuneração para arte-educadores de Foz

19 março, 2026
2
Usina de Itaipu. Foto: divulgação/IB

Veja quais cidades lideram o recebimento de royalties da Itaipu em 2026

16 março, 2026
1

Notícias Populares

  • Foto: Pixabay

    Atenção, diabéticos! Foz inicia projeto piloto com nova insulina para idosos

    0 compartilhados
    Compartilhar 0 Tweetar 0
  • As boas e más notícias sobre a duplicação da Rodovia das Cataratas

    0 compartilhados
    Compartilhar 0 Tweetar 0
  • Nova camisa da Seleção Paraguaia 2026 é inspirada na terra vermelha dos campinhos de futebol

    0 compartilhados
    Compartilhar 0 Tweetar 0
  • Novo capítulo da novela da Ponte da Integração

    0 compartilhados
    Compartilhar 0 Tweetar 0
  • Foz vive uma “epidemia” de furtos de Toyota Hilux

    0 compartilhados
    Compartilhar 0 Tweetar 0
Não viu?

© 2023 Não Viu - Projetado por H7web Projetos Especiais

Fale Conosco via: E-mail - naoviu.com.br@gmail.com ou Whatsapp - (45) 99963-1755

  • Aviso Legal
  • Não Viu, um olhar sobre tudo
  • Newsletter
  • Política de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Quem somos

Redes Sociais

Bem vindo de volta!

Entrar

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar

Adicionar Nova Lista de reprodução

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Não Viu, um olhar sobre tudo
  • Últimas Notícias

© 2023 Não Viu - Projetado por H7web Projetos Especiais