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Idesf diz que fronteiras precisam de emprego e renda para reduzir criminalidade

Por Vinícius Ferreira
31 outubro, 2018
| 2 minutos de leitura |
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Luciano Barros utilizou levantamento do próprio Idesf para embasar sua palestra.

Só a repressão não basta.

“A geração de emprego e renda vai ser a principal arma para combater a criminalidade” nas regiões de fronteira, afirmou em Campo Grande o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), Luciano Stremel Barros, na aula inaugural do primeiro Curso de Especialização em Policiamento Rodoviário, organizado pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária de Mato Grosso do Sul.

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Barros lembrou que o índice de empregos formais da população economicamente ativa das cidades gêmeas do Mato Grosso do Sul é inferior à média das outras cidades gêmeas brasileiras e abaixo da média nacional.

Os índices da economia, de educação e de saúde desses municípios, muito baixos, estão diretamente ligados aos índices elevados de violência.

A falta de empregos formais e de uma economia mais sólida leva grande parte da população a sobreviver na informalidade, o que inclui atividades de contrabando, descaminho e tráfico de drogas.

Abaixo da média

Segundo o levantamento do Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil, realizado pelo IDESF, a média de população economicamente ativa (PEA) formalmente empregada nas 32 cidades gêmeas brasileiras é de 23%, enquanto a média nacional é de 34,53%.

Em Mato Grosso do Sul, os índices ficam entre 22,12%, registrado em Corumbá, e 11,35%, em Coronel Sapucaia. Além desses, o estudo contemplou os municípios sul-mato-grossenses de Bela Vista, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã e Porto Murtinho.

“São índices que mostram uma economia estagnada de municípios que dependem basicamente de verbas federais e estaduais para se manter. Não geram riquezas e, consequentemente, não oferecem perspectiva para seus habitantes, que acabam se voltando para a ilegalidade”, afirmou.

“Provocação”

Na aula inaugural, Barros o panorama levantado pelos estudos do Idesf, como ‘A lógica econômica do contrabando’ e ‘O mercado ilegal de telecomunicações’.

Segundo Barros, os estudos são uma provocação para que as autoridades olhem para as fronteiras e a necessidade de desenvolvimento enquanto caminho para coibir o contrabando e o descaminho.

“Nós sabemos onde está o problema. Necessário que o poder público se volte à busca de soluções”, destacou.

O Idesf, vale lembrar, tem sua sede em Foz do Iguaçu e já apresentou à equipe do futuro presidente da República os estudos feitos nas cidades gêmeas.

Tags: Fronteira
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