A possibilidade de greve dos servidores municipais de Foz do Iguaçu voltou a ganhar força após a rejeição da proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura durante a campanha salarial de 2026.
A administração municipal afirma que não possui margem financeira para ampliar a oferta. Em entrevista ao Jornal da Cultura, a secretária da Fazenda, Magda Trindade, disse que o município já atingiu o limite possível dentro das condições orçamentárias atuais.
Segundo a Prefeitura, o índice de gastos com pessoal chegou a 51,18% no primeiro quadrimestre de 2026, próximo ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em 51,33%.
A secretária também destacou que a arrecadação municipal cresceu apenas 2,9%, abaixo da inflação acumulada de 4,11%, enquanto as despesas aumentaram 9,5%. Entre os fatores citados estão:
- queda na arrecadação do IPVA;
- redução do ICMS;
- revisão da tabela do Imposto de Renda;
- diminuição dos repasses do Fundeb.
Magda Trindade ainda explicou que o superávit de R$ 71 milhões apresentado recentemente não representa dinheiro disponível em caixa, mas despesas já empenhadas. Segundo ela, conceder os 4,11% em parcela única teria impacto superior a R$ 23 milhões.
O que a Prefeitura propôs
A proposta rejeitada pelos servidores previa:
- reajuste salarial de 4,11% parcelado em quatro vezes;
- 1% em junho, com retroativo de maio;
- 1% em julho;
- 1% em agosto;
- 1,11% em setembro;
- aumento do auxílio-alimentação para R$ 600.
O que os servidores reivindicam
Os sindicatos defendem:
- pagamento integral dos 4,11% em parcela única;
- retroativo ao mês de maio;
- reajuste de 10% no auxílio-alimentação;
- retroativo do benefício ao mês de abril.
A proposta foi rejeitada por unanimidade em assembleia realizada na Câmara Municipal, organizada pelo Sismufi e pelo Sinprefi.
O presidente do Sismufi, Aldevir Hanke, afirmou que os sindicatos vão notificar oficialmente a Prefeitura e tentar retomar as negociações.
Já a presidente do Sinprefi, professora Viviane Dotto, disse que novas reuniões serão realizadas para definir possíveis mobilizações e os próximos passos do movimento.
As próximas assembleias estão previstas para o dia 9 de junho, quando os servidores devem discutir eventuais paralisações ou greve.









