Depois de gastar uma fortuna em obra faraônica, Unila começa a construção de um novo campus bem mais modesto

Ilustração: Unila

O contrato para a construção do primeiro prédio de salas de aula da UNILA foi assinado na quarta-feira (18) entre a UNILA e a empresa BRJ Construções. As obras têm início previsto para o dia 30 de dezembro. O novo prédio será erguido no terreno onde hoje está sendo finalizado o Alojamento Estudantil, localizado na Avenida Tancredo Neves, 1349. O valor da obra é de R$ 5.198.000,00 e a construtora tem um prazo de 480 dias para conclusão.

O projeto do novo prédio prevê uma área total de 2.444,13m² e é composto por dois pavimentos. Ao todo, o prédio terá dez salas de aula para 50 alunos e três salas de aula para 25 alunos, além de salas para professores, apoio administrativo, banheiros, depósito e rampas de acesso. O prédio, quando estiver em pleno funcionamento, terá a capacidade para atender 1725 alunos, aproximadamente.

Enquanto isso, o megalomaníaco campus idealizado no governo do PT, com as bênçãos do então diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional Jorge Samek, que consumiu R$ 107 milhões, está largado às traças, sem ter, ainda, qualquer destino viável.

Ou seja, o investimento de R$ 5 milhões é uma ninharia diante do que foi desperdiçado.

Detalhe: foi Samek quem exigiu, numa reunião no Centro Executivo da Itaipu, diante de várias testemunhas, a construção de um prédio no campus atualmente em escombros.

Segundo o Não Viu? apurou, o prédio, devido ao projeto, se fosse construído, seria uma “bomba térmica”, por causa da insolação e, para refrescá-lo, a universidade teria de gastar uma fortuna em energia elétrica, contrariando todas as propaladas ações de sustentabilidade.

Prédio em escombros da Unila, atualmente largado às traças.
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