O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu iniciou nesta segunda-feira (10) a pesquisa com moradores das regiões que receberão a nova soltura dos Wolbitos, mosquitos com a bactéria Wolbachia, usada no combate à dengue, zika e chikungunya.
A pesquisa avalia o conhecimento e a aceitação da população antes da liberação, prevista para o fim de agosto.
Segunda etapa do Método Wolbachia
- 28 bairros serão contemplados;
- Mais de 140 mil moradores serão beneficiados;
- A soltura ocorrerá durante 26 semanas;
- O trabalho terá monitoramento após a liberação.
A pesquisa passa por bairros como Centro, Porto Meira, Vila Portes, Morumbi, Três Bandeiras, Jardim Cataratas, Jardim Lancaster, Cidade Nova e Lote Grande, entre outras regiões.
Foz do Iguaçu realizou a primeira soltura de Wolbitos em 2024. Ao longo de 2025, o método chegou a cerca de 50% da área urbana, contribuindo para a redução dos casos de dengue.
Como funciona?
Os Wolbitos são Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que dificulta a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya. A tecnologia é considerada complementar ao combate aos criadouros e às demais ações de controle do mosquito.
Segundo o Boletim Epidemiológico da Dengue de 2026, Foz registrou 3.465 notificações, com 35 casos confirmados e nenhum óbito pela doença até o momento.
