Foz do Iguaçu vive “bagunça inconstitucional” entre Prefeitura e Câmara

Os episódios recentes escancaram uma crise jurídica e institucional

Foto ilustrativa: CMFI

O embate entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Câmara de Vereadores evidencia um problema grave: a falta de alinhamento na interpretação da Constituição Federal por parte das assessorias jurídicas dos dois poderes.

O cenário atual pode ser resumido em uma expressão direta: uma verdadeira bagunça inconstitucional, marcada por decisões conflitantes registradas recentemente.

Prefeito veta projeto sobre transparência na saúde

Na sexta-feira, 27 de março, após consulta à Procuradoria-Geral do Município e à Secretaria Municipal de Saúde, o prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna, vetou integralmente mais um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal.

A proposta previa a obrigatoriedade de estabelecimentos de saúde divulgarem, em local visível:

Segundo o Executivo, o projeto apresenta vício de inconstitucionalidade, repetindo o entendimento aplicado a outras propostas já vetadas.

Lei sobre IPTU gera novo conflito institucional

Outro ponto de tensão surgiu com a promulgação da Lei nº 5.660/2026 pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.

A legislação permite que o possuidor de um imóvel assuma a responsabilidade pelo pagamento do IPTU — medida que provocou forte reação da área técnica da Prefeitura.

Em entrevista à Rádio Cultura, a secretária municipal de Finanças e Orçamento, Magda Odette Trindade, também classificou a lei como inconstitucional, reforçando o conflito entre os poderes.

Crise jurídica expõe falta de alinhamento institucional

Os episódios recentes escancaram uma crise jurídica e institucional em Foz do Iguaçu, onde Executivo e Legislativo divergem de forma recorrente sobre a constitucionalidade de projetos e leis.

A repetição desses embates levanta questionamentos sobre:

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