A equipe da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu Binacional, responsável pelos viveiros florestal e de plantas ornamentais do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu, comprovou que a técnica de neblina aquosa ajuda a manter a saúde das mudas quando há ocorrência de geadas. E há muito a proteger: só no viveiro, são 280 mil mudas.
O esforço se mostrou essencial nos últimos dias, quando Foz do Iguaçu enfrentou um frio intenso, com temperaturas na casa dos 0°C. Nas noites de terça (27), quarta-feira (28) e quinta-feira (29), foi acesa uma fogueira com serragem úmida, dentro de um latão de metal.
A chama foi abafada para produzir a fumaça intensa que, na teoria, formaria uma “camada protetora”, evitando que o calor do solo fosse embora e o ar frio entrasse, esfriando o orvalho e provocando o congelamento das mudas.
“Fizemos um esforço grande para proteger nossas plantas da geada”, confirmou a engenheira florestal Veridiana Araújo da Costa Pereira (MARP.CD). “Fizemos uma troca de experiências virtual com técnicos de outras empresas florestais e do setor elétrico que também têm viveiros para programas ambientais e aplicamos algumas técnicas, como cobertura com lona plástica e a queima controlada de serragem úmida para a formação de fumaça, que funciona como uma neblina artificial.”, disse.
Felizmente, a teoria se comprovou na prática e as plantas foram protegidas. A técnica foi complementada com uma irrigação logo ao nascer do sol, para eliminar qualquer sinal de gelo da superfície das plantas.
Os pesquisadores lembram que essas técnicas são exclusivas para uso em grandes espaços e plantações, e que não é indicado tentar “adaptá-las” para uso em casa ou ambientes fechados, principalmente com queima de pneus e outros materiais.
Com informações do JIE
