
O consórcio responsável pelas obras da segunda ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre os municípios de Foz do Iguaçu (Brasil) e Presidente Franco (Paraguai), começou na última semana a construção dos diques de proteção na margem brasileira do rio. As estruturas vão permitir a execução das fundações das torres de sustentação da ponte.
A gerente da Divisão de Planejamento de Infraestrutura de Itaipu, Janine Alicia Groenwold, explicou que os diques têm a função de isolar e evitar que a água entre em contato com a obra, permitindo a continuidade dos trabalhos mesmo que ocorram variações do nível do rio.
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Além dos diques, estão em andamento a escavação de apoios da ponte e a estruturação do canteiro de obras. Na margem paraguaia, as obras devem começar em breve.
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A perimetral vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a rodovia federal brasileira, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu.
A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, com duas torres de 120 metros de altura. A pista será simples, com 3,7 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metros. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. O governo do Estado é responsável pela gestão da obra.
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, lembrou que a previsão é que sejam contratados cerca de 500 trabalhadores, no pico das obras. No futuro, a nova ponte será importante para que Brasil e Paraguai ampliem seus comércios e abram novos mercados de importação e exportação para outros países. Investidores nacionais e internacionais já estão de olho na região do Porto Meira, local da ponte. “A ponte deixará um grande legado para a cidade e região, com benefícios sociais e econômicos”, disse o diretor.