Filas de até 3 horas revoltam argentinos e afetam turismo entre Foz e Puerto Iguazú

A entidade também apoia uma petição pública para pressionar as autoridades a reduzirem a burocracia e agilizar a travessia

Ponte Tancredo Neves sobre o Rio Iguaçu que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Puerto Iguazú, na Argentina. Foto: Christian Rizzi/PMFI

A burocracia na Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, voltou a ser alvo de críticas.

A Associação de Atrações Turísticas Iguazú (ACATI) afirma que as filas, que podem ultrapassar três horas, estão afastando turistas e causando prejuízos para hotéis, restaurantes, transportadoras e atrações dos dois lados da fronteira.

Segundo a presidente da entidade, Jeannine Nouche, milhares de visitantes deixam de cruzar a fronteira diariamente por causa da demora nos controles migratórios. “Estamos perdendo milhares e milhares de visitantes todos os dias”, afirmou.

A ACATI defende que a Argentina reveja o modelo de fiscalização na ponte, alegando que o país concentra todo o controle de imigração no local, enquanto Brasil e Paraguai adotam um sistema mais flexível na região de fronteira.

A entidade também apoia uma petição pública para pressionar as autoridades a reduzirem a burocracia e agilizar a travessia. Para o setor turístico, facilitar a passagem entre os dois países pode aumentar o número de visitantes e impulsionar a economia da região trinacional.

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