
Dois pacientes internados no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (mantido pela Itaipu) por causa da coronavírus já estão sendo medicados com a cloroquina, segundo o Não Viu? apurou nesta tarde de quarta-feira.
É bom ressaltar que em Foz, com 29 casos confirmados, não existe o registro de nenhum óbito por causa da doença.
Por sua vez, em São Paulo, o renomado cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, revelou ao Jornal da Manhã (Rádio Jovem Pan) desta quarta-feira (8) que fez uso da hidroxicloroquina para tratar da Covid-19.
O médico estava com um quadro grave da doença, com a possibilidade de transferência para a UTI, apresentou melhora e deve ter alta ainda hoje.
Kalil reforçou que, como profissional de medicina, deve falar com cuidado a respeito do medicamento, que vem sendo apontado como uma das possíveis soluções para a infecção causada pelo novo coronavírus – embora ainda não hajam estudos robustos a seu respeito.
“Meu estado geral era péssimo, foi discutido com a equipe vários tipos de tratamentos, dentre eles a hidroxicloroquina, e aceitei”, contou, ao dizer que apresentava quadro de pneumonia avançada.
“Fiz o uso [da hidroxicloroquina] sim. Melhorei só por causa dela? Provavelmente não. Ajudou? Espero que sim. Tomei corticoide, anticoagulante, antibiótico”, relatou, ao reforçar que usou uma gama de remédios distintos.
Porém, ele enfatizou que usou o remédio monitorado num hospital. O que serve de alerta para quem pensa em se automedicar, pois o remédio tem efeitos colaterais.
Em tempo: segundo a infectologista Keilla Mara Freitas, existem diferenças entre a cloroquina e a hidroxicloroquina, mas não muito significativas.
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