EUA e Argentina aceleram parceria nuclear e planejam nova geração de reatores

Durante a reunião, os dois países destacaram a importância da cooperação nuclear civil para fortalecer relações estratégicas, econômicas e política

Foto: Pixabay

Os governos dos Estados Unidos e da Argentina reforçaram a cooperação estratégica em energia nuclear durante a 19ª reunião do Comitê Permanente Conjunto sobre Cooperação em Energia Nuclear, realizada em Washington entre 25 e 27 de fevereiro.

O encontro foi presidido por Gonzalo Suarez, subsecretário adjunto para Políticas de Não Proliferação do Departamento de Estado norte-americano, e por Federico Ramos Napoli, secretário de Assuntos Nucleares do Ministério da Economia da Argentina.

As delegações reuniram representantes de diversas instituições dos dois países, incluindo o Departamento de Energia dos EUA, a Comissão Reguladora Nuclear e órgãos argentinos como a Comisión Nacional de Energía Atómica e a Autoridad Regulatoria Nuclear.

Durante a reunião, os dois países destacaram a importância da cooperação nuclear civil para fortalecer relações estratégicas, econômicas e políticas, além de reforçar compromissos com segurança internacional e não proliferação nuclear.

As autoridades também reafirmaram apoio ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica, destacando a relevância das salvaguardas e da cooperação internacional no uso pacífico da tecnologia nuclear.

Outro ponto central do encontro foi o interesse conjunto no desenvolvimento de tecnologias nucleares avançadas, incluindo pequenos reatores modulares (SMR), considerados uma alternativa para ampliar a geração de energia com menor impacto ambiental e maior eficiência.

Os dois países também reafirmaram parceria no programa Foundational Infrastructure for Responsible Use of Small Modular Reactor Technology (FIRST), voltado ao uso responsável dessa tecnologia.

Ao final da reunião, as delegações se comprometeram a acelerar as negociações para um novo acordo bilateral sobre usos pacíficos da energia nuclear, que deverá substituir o tratado atual antes de sua expiração em 2027.

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