Uma pesquisa desenvolvida nos laboratórios da Polícia Federal em Foz do Iguaçu representa um avanço significativo nas ciências forenses. O estudo, publicado na revista internacional Forensic Science International, destaca uma nova abordagem para identificação humana ao combinar análises papiloscópicas e genéticas.
A pesquisa foi conduzida no âmbito do doutorado de uma papiloscopista da Polícia Federal, lotada na Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu (DPF/FIG), em parceria com o Departamento de Medicina Legal da Universidade de São Paulo (USP). O projeto contou com fomento da Academia Nacional de Polícia (ANP).
O experimento demonstrou que a técnica papiloscópica aplicada na revelação de impressões digitais — especialmente em superfícies como espelhos — permite preservar vestígios biológicos ao evitar a manipulação direta. Como resultado, aproximadamente 50% das amostras analisadas geraram perfis genéticos utilizáveis para identificação humana.
Além disso, o estudo comprovou que a combinação de análise de impressões digitais com exame genético pode elevar a eficiência de identificação para até 90%. Esse índice supera significativamente os resultados obtidos quando as técnicas são utilizadas de forma isolada.
A pesquisa reforça o papel da integração entre métodos forenses na resolução de investigações criminais, contribuindo para maior precisão e confiabilidade na identificação de indivíduos.
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Foz



