A Estrada das Cataratas, o ministro Tarcísio e o vexame paranense

Artigo
Amanhã, 28, Foz do Iguaçu recebe o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para participar da solenidade de entrega das obras da reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto  Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas/PR.

A cidade está de braços abertos para recebê-lo, mas não deveria ser só por isso.

Bem que o general da Itaipu, Silva e Luna, um dos anfitriões da solenidade, poderia levar o ministro para passear na Estrada das Cataratas, BR-469.

Quem sabe esse simples passeio seja suficiente para sensibilizar o ministro sobre o prejuízo causado ao turismo do Brasil, devido à falta da duplicação da rodovia que leva a uma das mais importantes atrações turísticas do planeta?

Há anos e anos, entra governo, sai governo, essa rodovia, que nem acostamento tem, só recebe gambiarras de manutenção. E ninguém toma uma providência.

Triste em tudo isso é que, no sábado, 29, o governador Ratinho Júnior recebe, em Foz do Iguaçu, os governadores dos estados mais ricos do Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina. Espírito Santo e Rio de Janeiro), para o encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

Como esses governadores terão, obrigatoriamente, de passar pela BR-469, para chegar às Cataratas do Iguaçu, onde concederão entrevistas coletivas, é de se imaginar o que eles vão pensar ao ver uma rodovia tão precária para a função que presta.

Provavelmente, vão se perguntar:
-) Como o Paraná, um estado tão rico, pode deixar de aproveitar essa maravilha da natureza?
-) Será que não tem força política alguma para obrigar o governo Federal a realizar uma obra tão simples?
-) Tal situação não chega ao cúmulo da falta de visão e do descaso?
-) E, se fosse no meu estado, isso já estaria resolvido há anos, apesar das brigas políticas?
-) Será que é pura incompetência de governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores?
-) Só pode ser isso, por que não tem explicação?

E não tem, mesmo!

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