Na semana passada, o pescador Valdecir de Oliveira registrou, em vídeo, a captura de um pacu marcado pela Itaipu Binacional.
O peixe foi solto há quase dois anos no Clube de Pesca Maringá, em Foz do Iguaçu, e recapturado por Valdecir no Rio Paraná, na cidade de Eldorado, Mato Grosso do Sul.
Ele optou por não consumir o peixe e o soltou.
Para chegar até lá, o peixe passou pelo Canal da Piracema, construído especialmente para permitir as migrações dos cardumes, antes impedidas pela barragem da usina.
Só em dezembro passado, mais de 2 mil peixes foram marcados e soltos pela Itaipu no reservatório da hidrelétrica e no Rio Paraná.
Conforme explica Irineu Motter, gerente da Divisão de Reservatório da Itaipu, o retorno dos pescadores que capturam esses peixes marcados é muito importante para os estudos feitos pela empresa.
“Com a localização, podemos entender a dinâmica de migração desses peixes na região do reservatório”, explicou.
Vejam o vídeo abaixo editado pelo técnico em audiovisual da Itaipu Alexandre Marchetti.
Nos casos de captura desses peixes, a orientação da Itaipu aos pescadores é a seguinte:
- Caso seja praticante do pesque e solte, basta anotar o número que aparece na marca – ou melhor ainda, tirar uma foto, na qual o número seja legível – e em entrar em contato com a Itaipu;
- Caso opte por consumir o peixe, o ideal é que guarde a marca de plástico e também procure, quando for limpar o pescado, uma segunda marca, eletrônica (foto), que vai estar no meio das vísceras;
- Às vezes o peixe pode ter apenas uma ou outra, mas sempre que for possível a recomendação de guardá-las é importante para o arquivo do projeto;
- Guardando ou não as marcas, a Itaipu entregará um brinde, escolhido pelo pescador, sempre que for avisada de uma recaptura. O brinde será enviado para o endereço indicador pelo pescador;
- Os contatos podem ser feitos por telefone, no 08006452002 (Brasil), 595-61-5998777 (Paraguai), pelo whatsapp (45) 98803-0859 ou pelo e-mail msadames@itaipu.gov.br.









