Do Natal de R$ 420 mil ao bambu de R$ 2,4 milhões: decoração de Foz volta à mira da Justiça

A decisão, porém, apenas permite o andamento da ação e não representa condenação dos envolvidos

Foto: Rádio Cultura

A decoração de Natal de Foz do Iguaçu volta a gerar questionamentos. Desta vez, o contrato de R$ 2,44 milhões com a empresa Bambusa Arquitetura Ltda., para a decoração natalina de 2025, é alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Paraná (MPPR).

A Justiça determinou o prosseguimento do processo e a citação dos seis réus e da empresa, que terão 30 dias para apresentar defesa.

O que o MP questiona

O caso também já havia provocado questionamentos no TCE-PR, incluindo a suspensão de cerca de R$ 440 mil da última parcela do contrato.

E não é a primeira polêmica

Durante a gestão do prefeito Chico Brasileiro, a decoração de Natal de 2019 também provocou forte repercussão.

Na época, a Fundação Cultural, então sob comando de Juca Rodrigues, abriu uma licitação estimada em cerca de R$ 2 milhões. Um dos pontos mais questionados foi o aluguel de uma árvore de Natal de 28 metros por R$ 420 mil.

O caso gerou denúncias e críticas sobre os valores. Diante da repercussão, Chico Brasileiro determinou o cancelamento da licitação.

Pouco depois, novos editais para a decoração natalina foram publicados, mantendo o assunto no centro das discussões.

Agora, seis anos depois, a decoração de Natal de Foz volta a parar na Justiça. No caso de 2025, porém, as acusações ainda serão analisadas no processo e os envolvidos têm direito à defesa.

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